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27×0: Vereadores e prefeita chegam a consenso e veto a PL de assistência a pessoas com deficiência é derrubado por unanimidade

Projeto garante fornecimento de medicamentos e insumos de saúde a pessoas com deficiência; Papy destaca construção conjunta entre Legislativo e Executivo

A Câmara Municipal de Campo Grande derrubou, por unanimidade dos vereadores presentes, o veto total da prefeita Adriane Lopes ao Projeto de Lei nº 11.796/25, que trata do cumprimento de decisões judiciais sobre o fornecimento de insumos essenciais à saúde de pessoas com deficiência.

Dos 29 parlamentares, 27 votaram contra o veto, com apenas uma ausência registrada, a do vereador Herculano Borges (Republicanos). A decisão foi resultado de um entendimento articulado entre os autores do projeto, parlamentares e a própria gestão municipal.

O presidente da Câmara, vereador Epaminondas Neto, o Papy (PSDB), destacou que a derrubada do veto contou com o apoio da prefeita.

“Quero devolver os créditos à vereadora Luiza Ribeiro e ao trabalho do nosso líder, vereador Beto Avelar, que desde ontem vinha construindo a derrubada desse veto junto com a gestão”, afirmou.

Papy também ressaltou a necessidade de união diante dos desafios sociais:

“Nós já temos um mundo muito dividido… precisamos construir pontes, trazer soluções. Conversei com a prefeita, e esse entendimento é também da gestão.”

Projeto assegura direitos básicos a pessoas com deficiência

De autoria da vereadora Luiza Ribeiro (PT), e dos vereadores Ronilço Guerreiro (Pode), Marquinhos Trad (PDT) e Jean Ferreira (PT), o Projeto de Lei nº 11.796/25 determina que a Prefeitura de Campo Grande cumpra, sem atrasos, decisões judiciais que obriguem o fornecimento de:

Medicamentos de uso contínuo ou de alto custo;

Fraldas descartáveis;

Alimentação parenteral (endovenosa);

Suplementos alimentares e fórmulas especiais;

Sondas e outros insumos essenciais à saúde.

A proposta busca garantir que pessoas com deficiência tenham seus direitos respeitados de forma imediata, evitando a omissão do poder público mesmo diante de ordens judiciais.

O veto e a articulação para sua derrubada

Apesar de ter sido vetado inicialmente pela prefeita, sob alegação de vício de iniciativa e interferência nas atribuições do Executivo, o projeto foi objeto de negociação entre vereadores e a gestão municipal. O líder do Executivo na Casa, vereador Beto Avelar (PP), atuou diretamente na articulação da derrubada do veto.

Papy reforçou que a decisão foi fruto do diálogo e que a Câmara exerce papel de “poder moderador”, intermediando os anseios da população com o Executivo.

Entenda a votação

Durante a sessão, o presidente explicou que o voto “não” indicava apoio à derrubada do veto, enquanto o voto “sim” era favorável à sua manutenção. A votação foi nominal, e todos os presentes votaram pela derrubada.

Como votou cada vereador: 

Vereador(a) Partido Voto
André Salineiro PL Não (derrubou)
Ana Portela PL Não
Beto Avelar PP Não
Carlão PSB Não
Clodoilson Pires Pode Não
Delei Pinheiro PP Não
Dr. Jamal MDB Não
Dr. Lívio União Brasil Não
Dr. Victor Rocha PSDB Não
Fabio Rocha União Brasil Não
Flavio Cabo Almi PSDB Não
Herculano Borges REP Ausente
Jean Ferreira PT Não
Junior Coringa MDB Não
Landmark PT Não
Leinha Avante Não
Luiza Ribeiro PT Não
Maicon Nogueira PP Não
Marquinhos Trad PDT Não
Neto Santos REP Não
Otavio Trad PSD Não
Papy PSDB Presidente
Prof. Juari PSDB Não
Prof. Riverton PP Não
Rafael Tavares PL Não
Ronilço Guerreiro Pode Não
Silvio Pitu PSDB Não
Vet. Francisco União Brasil Não
Wilson Lands Avante Não