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CPI do Consórcio: “A prefeita se coloca numa posição de refém quando na verdade é a gestora do contrato”, dispara Luiza Ribeiro

A vereadora Luiza Ribeiro (PT) comentou na manhã desta quinta-feira, 27, sobre a polêmica envolvendo o procurador da Câmara Municipal de Campo Grande, Luiz Gustavo Martins Araújo Lazzari, que vai analisar o requerimento para abertura da CPI que vai investigar a prestação de serviço do Consórcio Guaicurus.

Conforme noticiou o portal O Jacaré, Lazzari atua como advogado parceiro em escritório que tem o advogado o desembargador aposentado Claudionor Miguel Abss Duarte como sócio. Claudionor atua como advogado de defesa do Consórcio Guaicurus em pelo menos três processos que tramitam no TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).

A vereadora petista defendeu a abertura da CPI mas se esquivou sobre a polêmica envolvendo o procurador da Casa de leis. Para Luiza a CPI é um instrumento importante para esclarecer o contrato e as responsabilidades da prefeita em relação ao serviço prestado por uma empresa concessionária. Ela acredita que a prefeitura deve ter mecanismos eficazes para resolver problemas no transporte e que a prefeita não é refém nesse caso.

Luiza Guilherme, Contribuinte: O PT vai esperar o parecer ou pretende fazer alguma coisa antes?

Luiza Ribeiro: “A cidade espera uma resposta da Câmara. Eu acho que é importante ter essa CPI, até porque eu assinei a CPI, eu acho que a gente não perde nada, a cidade ganha com um instrumento desses. Trazer, dar luz a esse contrato, as razões dos seus cumprimentos, são caros o serviço público de transporte urbano. A prefeita se coloca numa situação de refém, quando na verdade ela é a gestora desse contrato, ela é a gestora pública e deve estar com ela todos os mecanismos de resolver o problema.

Luiz Guilherme, Contribuinte: Como o PT entende essa história envolvendo o procurador e o advogado do Consórcio Guaicurus?
Luiza Ribeiro: “Muito íntimo né? Mas o que eu acho que é mais importante focar no papel institucional do legislativo. Nós temos um papel de formulação de leis, mas existe um outro papel, que é o da fiscalização da aplicação de recursos públicos, que é fundamental. A CPI está nesse âmbito, no âmbito de fiscalizar a real situação desse contrato do consórcio, e as medidas que não são tomadas pela prefeita. É isso que a gente precisa saber o que está acontecendo, entendeu? E a CPI é um instrumento bom, um instrumento que proporciona efetivo contratatório. Nós vamos ouvir a empresa, vamos ouvir a prefeita, vamos ouvir os usuários, vamos ouvir… Enfim, né?”