O Ministério Público Estadual (MPE) determinou a notificação de órgãos públicos para suspender repasses à Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS) até que sejam ressarcidos R$ 117.711,29 ao erário, valor relacionado a irregularidades em convênio firmado em 2016 entre a Fundesporte e a Liga de Futebol Profissional, então presidida por Estevão Petrallás.
Apesar de Petrallás ter firmado acordo de pagamento de R$ 128 mil com a Controladoria-Geral do Estado (CGE), o MPE sustenta que o ressarcimento ainda não foi integral. O presidente da FFMS pagou R$ 12,8 mil de entrada e parcelou o restante em 47 vezes.
Auditorias apontaram diversas irregularidades, incluindo ausência de prestação de contas, sobrepreço em gêneros alimentícios, gastos sem justificativa com hospedagem e alimentação fora da capital, e falhas na prestação de serviços de transmissão dos jogos.
A 49ª Promotoria de Justiça de Campo Grande notificou a Prefeitura, Câmara Municipal, Governo do Estado, Assembleia Legislativa e a própria FFMS, exigindo em 10 dias a informação sobre a existência de convênios vigentes com a entidade.
Petrallás assumiu a presidência da FFMS em abril deste ano, após ser nomeado pela CBF e eleito para mandato até 2027, com salário mensal de R$ 215 mil. Ele substitui Francisco Cesário de Oliveira, afastado após a Operação Cartão Vermelho, que investigou o desvio de R$ 10 milhões da federação.
Mesmo com novo comando, a FFMS ocupa a penúltima posição no ranking nacional de desempenho das federações.