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Garnier nega ameaça de prisão a Bolsonaro: “Achei surreal”

Segundo dia de depoimentos no inquérito do golpe segue com ex-integrantes das Forças Armadas

Nesta terça-feira, 10, ocorre o segundo dia de depoimentos no inquérito que investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Estão em foco os depoimentos de ex-integrantes das Forças Armadas, do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, e também do ex-presidente, todos convocados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como parte das investigações conduzidas pela Polícia Federal.

Durante a sessão, o ministro Luiz Fux, do STF, questionou diretamente o almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marinha, sobre uma suposta reunião na qual autoridades militares teriam ameaçado prender o então presidente Jair Bolsonaro, caso ele não aceitasse o resultado das eleições.

Fux mencionou ter ouvido sobre essa alegação na imprensa e, ao abordar o tema com Garnier, pediu esclarecimentos sobre a veracidade do fato. A resposta do almirante foi direta:

“Ouvi na imprensa e, se o senhor me permite, achei surreal. Não faz parte das normas das Forças Armadas”, declarou Garnier, afastando qualquer possibilidade de envolvimento em reuniões com esse teor.

A declaração do almirante reforça sua linha de defesa, sustentando que não houve tratativas internas nas Forças Armadas com o objetivo de pressionar Bolsonaro ou arquitetar qualquer ação contra o Estado Democrático de Direito.

O que está em jogo?

O inquérito investiga se havia um plano para impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, envolvendo setores das Forças Armadas e membros do alto escalão do governo Bolsonaro. Segundo a Polícia Federal, o plano incluiria decretos de estado de sítio, prisão de ministros do STF e o uso das Forças Armadas para reverter o resultado eleitoral.

Garnier, ao lado de outros militares como o general Augusto Heleno e o ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira, foi convocado para prestar esclarecimentos sobre o seu possível envolvimento na chamada “minuta do golpe” e em reuniões estratégicas que ocorreram no Palácio do Planalto entre o fim de 2022 e início de 2023.

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