(67) 9 9689-6297 | ocontribuintebr@gmail.com

“A Assembleia Legislativa não pode virar casa de repouso”, diz Cassy Monteiro em crítica a políticos que estão há décadas no poder

Jovem liderança de MS denuncia reeleições intermináveis e defende que experiência sem renovação virou parte do problema — não da solução.

Em vídeo nas redes sociais, a suplente de vereador Cassy Monteiro fez uma crítica direta ao cenário político de Mato Grosso do Sul, onde deputados com até 13 mandatos se articulam para disputar mais uma eleição em 2026.

“Com todo respeito à idade, mas a Assembleia Legislativa não pode virar casa de repouso. Ela precisa ser lugar de coragem, lucidez e renovação. Não de revezamento vitalício entre os mesmos nomes há 30, 40, até 50 anos”, disparou.

A fala veio após a divulgação da possível candidatura de cinco veteranos da política estadual, todos com mais de 70 anos e com décadas de poder acumulado:

Londres Machado (PP): tem 83 anos e está no 13º mandato. É considerado o deputado estadual com mais mandatos consecutivos da história do Brasil.

Zé Teixeira (PSDB): tem 85 anos e está no 9º mandato consecutivo desde 1994.

Zeca do PT: ex-governador e atualmente deputado estadual, está no 5º mandato, com 75 anos.

Paulo Corrêa (PSDB): deputado desde 1997, está no 7º mandato.

André Puccinelli (MDB): ex-governador e ex-prefeito de Campo Grande, tenta retornar à política aos 77 anos.

Jerson Domingos: ex-deputado e conselheiro do TCE, se aposentará este ano e já articula candidatura aos 75 anos.

*Velha guarda, velhos métodos*

Para Cassy, o problema não é a idade biológica — é a idade das ideias. Ela aponta que essa elite política já faz parte do sistema, e reproduz os métodos que deveriam ser superados, como acordões, troca de favores, apadrinhamentos e distanciamento da base.

“Eles não representam renovação, representam continuidade. A experiência deles não está contribuindo com a inovação que a política local exige. Pelo contrário: se acomodaram, se tornaram parte do próprio sistema que trava o progresso de MS”, afirmou.

*A política mudou. Mato Grosso do Sul precisa acompanhar.*

Cassy destaca que o Brasil tem assistido a uma transição política — com mais jovens sendo eleitos, renovação real nos discursos e maior cobrança por resultados concretos. E, nesse novo ciclo, mandatos vitalícios viraram um sintoma de estagnação.

“Você acredita mesmo que no 9º, 13º ou 14º mandato eles vão fazer o que não fizeram nos anteriores? Isso é fé demais na política errada”, ironiza Cassy.

Ela lembra que muitos desses deputados foram eleitos quando o Brasil ainda vivia crises do século passado, e que não acompanham mais a velocidade das mudanças sociais, econômicas e tecnológicas. O resultado? Representam cada vez menos a realidade das novas gerações.

“A população está mais conectada, mais informada e mais crítica. Mas enquanto isso, o nosso Estado segue sendo governado pelos mesmos nomes de sempre, como se fosse um clube fechado. Isso precisa acabar.”

Nem é ano eleitoral ainda, mas os bastidores políticos já estão em movimento para pavimentar mais uma reeleição. Enquanto parte da elite política se prepara para estender seu domínio por mais quatro anos, cresce entre os eleitores o clamor por uma nova geração de líderes.

Para Cassy, a responsabilidade agora está nas mãos do povo:
“Se você não quiser ser usado mais uma vez, precisa começar a despertar agora. Porque a política não vai mudar por vontade de quem tá no poder há 30 anos — ela muda quando a população escolhe virar a página.”