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“Não fui o único”: Bolsonaro resgata declarações de Dino e Lupi sobre sistema eleitoral

Durante seu interrogatório no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (10), o ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que suas críticas ao sistema eleitoral brasileiro, especialmente às urnas eletrônicas, não são exclusivas dele e que diversos outros políticos já manifestaram desconfiança semelhante.

Ao ser questionado diretamente por Moraes sobre declarações que atribuiriam aos ministros do Supremo Tribunal Federal — Luís Roberto Barroso, Edson Fachin e o próprio Moraes — um suposto direcionamento das eleições, Bolsonaro respondeu afirmativamente, reiterando seu posicionamento crítico. Ele iniciou a resposta cumprimentando os presentes e reforçou sua longa trajetória política: “Fiquei dois anos como vereador e 28 como parlamentar. A minha retórica sempre foi parecida com isso”, disse.

Bolsonaro citou episódios anteriores de políticos que também questionaram a segurança das urnas. Entre os nomes mencionados, destacou o ex-governador do Maranhão e Ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, referindo-se a declarações feitas após uma derrota eleitoral em 2010 ou 2012. “Hoje eu tive oportunidade de ser vítima de um processo que precisa ser aprimorado… o sistema das urnas eletrônicas”, teria dito Dino, segundo Bolsonaro.

Outro nome citado foi o ex-ministro e presidente do PDT, Carlos Luppi, autor de uma ação que contribuiu para a inelegibilidade de Bolsonaro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Apesar disso, Bolsonaro afirmou que Luppi também já havia manifestado desconfiança sobre a lisura do sistema eletrônico de votação. “Sem a impressão do voto, não há possibilidade de recontagem. Sem recontagem, a fraude impera”, citou, mencionando uma publicação ainda ativa no Facebook do advogado.

O ex-presidente também relembrou sua atuação no Congresso em defesa do voto impresso. “Batalhei muito na Câmara, desde 2012, pelo voto impresso. Consegui aprová-lo em 2015 para 2016, mas a presidente Dilma Rousseff vetou. Depois derrubamos o veto na Câmara, com apoio até do PT.”