A CPI do Consórcio Guaicurus, na Câmara Municipal de Campo Grande, encerrou nesta segunda-feira (23) a terceira fase da investigação ao decidir, em reunião fechada, dispensar o depoimento do empresário Paulo Constantino, sócio do consórcio. A justificativa foi a ausência dele na última convocação por atestado médico e a avaliação de que o depoimento do diretor Leonardo já trouxe informações suficientes.
Com isso, a próxima etapa será uma audiência pública nesta quarta-feira (25), das 13h às 17h, no plenário Oliva Enciso e na Praça Ary Coelho, onde usuários poderão apresentar queixas sobre o transporte coletivo.
O relatório final será apresentado após o recesso parlamentar, previsto para começar em 16 de julho. A relatoria está com a vereadora Ana Portela (PL), que contará com apoio de escritórios jurídico e contábil contratados para analisar os documentos da prefeitura e do Consórcio — mais de R$ 100 mil foram investidos nesse trabalho técnico.
O presidente da CPI, vereador Lívio Leite (União), destacou que o processo já trouxe resultados, como aumento da fiscalização, aplicação de multas e identificação de ônibus velhos. Segundo ele, a CPI expôs falhas da Agereg e da Agetran.
Já o corregedor da comissão, Junior Coringa (MDB), ressaltou que a investigação recolocou o transporte público no centro do debate sobre mobilidade urbana. “A cidade cresceu, mas o sistema não acompanhou. O que o povo quer é agilidade”, afirmou.
Para o presidente da Câmara, vereador Papy (PSDB), a solução exige um pacto político com a criação de um fundo de custeio contínuo para o transporte coletivo, garantindo recursos mensais, independentemente de quem esteja no comando da prefeitura.