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Bolsonaro cancela agendas de julho por recomendação médica e se afasta do cenário político

O ex-presidente Jair Bolsonaro ficará em repouso absoluto durante todo o mês de julho, por recomendação médica. A informação foi divulgada nesta terça-feira (2) pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, por meio de um comunicado oficial postado nas redes sociais.

Segundo a nota, Bolsonaro apresentou quadro de mal-estar persistente, incluindo crises de soluços e vômitos, além de sequelas de uma cirurgia recente e um episódio de pneumonia. Por orientação médica, ele deverá permanecer em casa, sem participar de eventos públicos nem atividades políticas até nova avaliação clínica.

“Por recomendação médica, Jair Bolsonaro deverá manter repouso domiciliar absoluto durante o mês de julho”, diz o comunicado.

A medida levou ao cancelamento imediato de compromissos políticos, incluindo viagens previstas a Santa Catarina, Rondônia e eventos organizados pelo PL em Brasília. O partido ainda não comentou oficialmente como o afastamento afetará suas estratégias de articulação para as eleições de 2026.

Estado de saúde inspira preocupação

O ex-presidente tem enfrentado sucessivas complicações de saúde desde que deixou o cargo, em 2022, incluindo cirurgias intestinais, internações e infecções respiratórias. Em junho, precisou passar por um procedimento cirúrgico de médio porte e apresentou piora clínica logo após a alta.

Nos bastidores, aliados demonstram preocupação com a possibilidade de que Bolsonaro tenha que se afastar do centro das articulações eleitorais, o que colocaria em xeque o papel que o ex-presidente pretende desempenhar em 2026, seja como cabo eleitoral ou eventual candidato ao Senado.

Afastamento de Bolsonaro adia ‘plano’ de filiação de Reinaldo Azambuja ao PL

O anúncio de que o ex-presidente Jair Bolsonaro ficará afastado de atividades públicas durante todo o mês de julho, por recomendação médica, teve efeitos políticos imediatos, especialmente em Mato Grosso do Sul. Bolsonaro enfrenta uma delicada recuperação de saúde após cirurgia extensa, internação prolongada, pneumonia e crises recorrentes de soluços e vômitos, que, segundo comunicado divulgado por Michelle Bolsonaro e médicos que o acompanham, dificultam até sua fala e alimentação.

Entre os compromissos afetados está uma possível participação na filiação do ex-governador Reinaldo Azambuja ao PL. Embora a presença do ex-presidente nunca tenha sido oficialmente confirmada, veículos locais, como o portal Investiga MS, Correio do Estado, Campo Grande News, Topmidia News e outros, noticiaram a articulação de bastidores para que Bolsonaro viesse ao Estado para selar a entrada de Azambuja na legenda.

A ausência de Bolsonaro na agenda esfria momentaneamente o processo de filiação de Azambuja, que desejava contar com a presença do ex-mandatário como sinal de força política. Fontes próximas ao ex-governador admitem que o plano de filiação pode ter sido adiado por conta da ausência de Bolsonaro, cuja presença era considerada estratégica para consolidar o movimento político.

Rejeição com a base bolsonarista 

A militância bolsonarista têm se manifestado com veemência contra a entrada de Azambuja no PL, apontando que o ex-governador responde a processos por corrupção e tem mais de R$ 200 milhões em bens bloqueados pela Justiça. Reinaldo já foi denunciado e tem ações em segunda instância, o que contraria o discurso que Bolsonaro e o próprio partido têm adotado, de priorizar nomes ficha limpa e de fortalecer o PL no Senado com vistas a reformas estruturais, como uma possível reforma no Judiciário.

Nos bastidores, há quem avalie que o afastamento médico de Bolsonaro acabou poupando o ex-presidente de possíveis constrangimentos, como vaias e protestos públicos que poderiam ocorrer caso ele confirmasse presença em um evento ao lado de Azambuja. A filiação, ao menos por ora, fica sem nova data definida.