Servidor da saúde é denunciado por violência doméstica, mentiu ser policial e acumula polêmicas em ações judiciais
O médico Luiz Ricardo de Melo Rodrigues Borges, que protocolou nesta segunda-feira (7) um pedido de cassação contra a vereadora Isa Marcondes (PL) por suposto abuso de autoridade, tem um histórico controverso e recheado de acusações que vão desde violência doméstica até omissão de informações financeiras para fugir do pagamento de pensão alimentícia.
De acordo com registros disponíveis no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) e denúncias que chegaram até o Portal O Contribuinte, o médico já foi alvo de medidas com base na Lei Maria da Penha, acionadas por sua ex-esposa. A vítima relata episódios de agressão e comportamento violento por parte do profissional de saúde, que atualmente atua na Unidade Básica do distrito de Indápolis, em Dourados.
Além das denúncias de violência doméstica, Luiz Ricardo é acusado de negar pensão alimentícia aos próprios filhos, que são crianças especiais. De acordo com pessoas próximas que relataram o caso, ele teria dificultado a obtenção de informações sobre sua renda real, alegando baixos vencimentos para escapar da obrigação legal. A Justiça só conseguiu mensurar o quanto o médico realmente recebia após solicitar dados a diversos órgãos públicos, revelando que parte dos ganhos era registrada em nome de pessoa jurídica, estratégia comum para ocultar patrimônio.
Outro ponto que agrava ainda mais o histórico do médico é um episódio recente em que ele foi filmado em discussão com a vereadora Isa Marcondes afirmando: “Sou polícia. Abaixa a bola pra polícia”. O problema é que ele não é mais policial há algum tempo. Após o vídeo viralizar nas redes sociais da vereadora, a ocorrência foi retificada para constar o crime de falsidade ideológica, uma vez que ele usou uma autoridade que já não possui para tentar impor respeito em uma abordagem, configurando usurpação de função pública.
Também pesa contra ele uma ocorrência de desacato registrada no município de Amambai, onde teria se exaltado contra servidores e autoridades.