Em uma série de postagens publicadas na noite desta segunda-feira, 21, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez duras críticas à extrema-direita internacional e latino-americana, além de convocar as forças progressistas a retomarem bandeiras históricas da esquerda em prol da democracia, soberania e desenvolvimento sustentável.
Lula acusou a extrema-direita organizada internacionalmente de oferecer um novo “Dissenso de Washington”, em alusão crítica ao famoso “Consenso de Washington”, símbolo do neoliberalismo dos anos 90. Segundo o presidente, esse “novo dissenso” seria antidemocrático, negacionista e intervencionista, e atuaria não mais com tanques ou canhões, mas com algoritmos, desinformação e medo.
“Os inimigos da democracia não recorrem mais à diplomacia dos tanques e das canhoneiras. Eles controlam algoritmos, semeiam o ódio e espalham o medo”, escreveu Lula, apontando que tais grupos também utilizam o comércio como forma de chantagem e atacam instituições, a ciência e as universidades.
Em outro trecho, Lula dirigiu seu foco à extrema-direita latino-americana, que classificou como “subserviente e saudosa de antigas hegemonias”. Para o presidente, essa postura representa uma ameaça direta à construção de um continente integrado, desenvolvido e autônomo.
“É anti-soberana e abdica da autodeterminação dos povos”, afirmou.
Lula também defendeu que os movimentos progressistas recuperem bandeiras históricas da esquerda, como as lutas por independência, abolição da escravidão, direitos trabalhistas e voto universal. Disse ainda que a missão da esquerda hoje é ser portadora da esperança, promovendo a igualdade e o desenvolvimento sustentável.
As postagens foram acompanhadas por uma imagem do presidente ao lado de líderes de países da América Latina e Europa, durante uma reunião nesta segunda .
As publicações ocorrem em meio a um acirramento do clima político internacional, com tensões crescentes entre governos progressistas e movimentos de direita, tanto nas Américas quanto na Europa.
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