O deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) enviou requerimento para que o diretor-Geral da Polícia Federal, Andrei Augusto Passos Rodrigues, preste esclarecimentos sobre denúncias de ilegalidades em relação à prisão do ex-assessor de Jair Bolsonaro, Felipe Martins.
“Felipe foi preso sem ser investigado, sem ser indiciado. Há elementos de que Felipe foi deixado por mais de dez dias em isolamento, sem exposição a luz, em um quarto escuro, para tentar tortura-lo e criar uma fantasia de uma delação premiada”, explica Pollon.
Conforme noticiado pela imprensa, há indícios de fraude nos registros que a Polícia Federal afirma se referirem à entrada dele nos Estados Unidos. Foram encontrados erros em registros do Departamento de Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, em Orlando, na Flórida, citando o caso de Martins.
A denúncia de eventual conduta abusiva ou politicamente direcionada de agentes da Polícia Federal nos procedimentos levantam questionamentos legítimos sobre a imparcialidade e legalidade da atuação da corporação, que deve se pautar por critérios estritamente técnicos e constitucionais, livre de interferência política ou ideológica.
Ex-assessor de Assuntos Internacionais de Bolsonaro, Martins é apontado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) como um dos membros da comitiva do ex-presidente que viajou aos EUA após a derrota nas eleições presidenciais de 2022.
Filipe Martins sempre negou ter embarcado na comitiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que embarcou para os EUA em 30 de dezembro de 2022.