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Prestes a assumir o PL-MS, Azambuja ignora manifestação da direita em Campo Grande

Prestes a assumir o comando do Partido Liberal (PL) em Mato Grosso do Sul, o ex-governador Reinaldo Azambuja (PSDB) chamou atenção por sua ausência em uma das maiores manifestações da direita realizadas neste ano em Campo Grande, neste domingo (3).

O ato mobilizou milhares de sul-mato-grossenses em diferentes frentes. Uma das principais foi um buzinaço com mais de seis quilômetros de extensão, que percorreu a Avenida Afonso Pena com forte presença de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em paralelo, o ex-deputado estadual Capitão Contar (PRTB) liderou uma motociata em trajeto distinto, que também registrou forte adesão e apoio popular, reforçando sua projeção como uma das principais lideranças conservadoras do Estado.

Diante da dimensão e do simbolismo do evento, a ausência de Azambuja, que está prestes a assumir uma legenda de perfil majoritariamente bolsonarista, foi notada e comentada nos bastidores políticos. Para analistas e integrantes da base conservadora, o momento seria uma oportunidade estratégica para o ex-governador sinalizar alinhamento com os valores e demandas da direita sul-mato-grossense. No entanto, sua não participação pode ter soado como distanciamento da militância mais ideológica do partido.

Internamente, há quem veja o gesto como uma tentativa de Azambuja de manter um perfil mais moderado e institucional, talvez mirando alianças mais amplas e pragmáticas nas eleições futuras. Por outro lado, há o risco de ruídos com a base bolsonarista, que espera firmeza e posicionamento claro de quem comandará o partido no estado.

A expectativa agora é sobre como Azambuja irá se posicionar publicamente diante do cenário político atual e do peso cada vez maior que o conservadorismo exerce dentro do PL, tanto em Mato Grosso do Sul quanto nacionalmente.