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Adriane entrega PPA e LOA na Câmara e destaca planejamento de investimentos para Campo Grande

A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), entregou nesta segunda-feira (1º), na Câmara Municipal, o Plano Plurianual (PPA) 2026-2029 e a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, com previsão de R$ 6,934 bilhões em receitas e despesas para o próximo ano. O ato simbólico foi seguido de uma coletiva de imprensa, na qual a chefe do Executivo detalhou os principais eixos de investimento, as medidas de contenção de gastos e os desafios diante da reforma tributária.

Segundo Adriane, o município projeta um crescimento econômico de 1,5% em 2025, mas reconhece a necessidade de um plano de contingenciamento para enfrentar a crise fiscal. A prefeita destacou a preocupação com os impactos da reforma tributária, que deve alterar a arrecadação municipal. “Estamos nos preparando para diminuir os impactos e garantir que a cidade continue crescendo. O PPA está estruturado em oito eixos estratégicos, sendo o primeiro o desenvolvimento econômico. Queremos reduzir gastos da máquina pública e reinvestir na cidade, abrindo espaço para novos investimentos, principalmente no mercado imobiliário”, afirmou.

Questionada sobre a previsão de quanto pode ser economizado com as medidas de austeridade, Adriane preferiu não antecipar números. “Vamos informar ao final do prazo de execução do contingenciamento, quando tivermos dados mais concretos”, disse.

A prefeita também ressaltou como prioridades de investimento a saúde pública e a primeira infância, áreas que, segundo ela, “têm impacto direto na qualidade de vida da população e no desenvolvimento social”. Sobre emendas impositivas, Adriane informou que mantém diálogo com o Legislativo. “Estamos conversando com a Câmara e com o presidente Papy para chegar a um denominador comum que garanta equilíbrio fiscal e, ao mesmo tempo, atenda às demandas parlamentares”, declarou.

O presidente da Câmara, Epaminondas Neto, o Papy, avaliou que o momento exige prudência e responsabilidade. “É preciso compreender o cenário nacional e trazer enfrentamentos às crises que afetam os municípios. A Câmara vem cobrando o enxugamento da máquina pública e a criação de uma política de austeridade e economia. Quando o município reduz despesas com pessoal, abre espaço para o setor privado produzir mais e aumentar a arrecadação. O remédio é amargo no início, mas os resultados podem ser muito positivos”, afirmou.

Durante a coletiva, Papy explicou ainda que houve alinhamento entre Executivo e Legislativo sobre os 36 vetos encaminhados pela Prefeitura, defendendo a manutenção da maioria para não comprometer a estrutura das leis. Ele também comentou a tramitação dos projetos orçamentários. “Temos até a última sessão de dezembro para votar. Esse tempo é necessário para que cada vereador analise com calma, discuta com as bases e apresente suas emendas. O processo precisa ser democrático e transparente”, destacou.

O vereador Otávio Trad (PSD) lembrou que a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) já havia sido protocolada na última sexta-feira (29), mas reforçou a importância do ato simbólico da entrega feita pessoalmente pela prefeita.

A secretária de Finanças, Márcia Okama, também participou da coletiva e reconheceu que o índice de despesa com pessoal está em 52%, dentro do limite prudencial, mas que a Prefeitura já adota medidas de contenção. “Estamos buscando um plano de contingenciamento que reduza despesas e garanta espaço para novos investimentos”, explicou.

Com a entrega da LOA e do PPA, começa a tramitação no Legislativo. A expectativa é de intensas discussões sobre prioridades, vetos e emendas, especialmente as impositivas, que podem ser mantidas no patamar atual de 15% ou ampliadas.