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“Patinho feio” do interior é barrado no PL

Com a entrada de Reinaldo Azambuja no PL, começou a se desenhar uma tempestade no interior do Estado: prefeitos ligados ao PT ou que abriram espaço para a esquerda dentro de suas administrações foram barrados da migração ao partido.

O recado, ainda não declarado oficialmente, é claro: o PSDB acabou e, no novo arranjo de forças, não há espaço para quem mantém aliança com o PT ou apoia parlamentares como Dagoberto, Vander e Beto Pereira.

O caso de Maico “Doido” é visto como referência de quem, mesmo ocupando mandato, ficou de fora das negociações do PL. Enquanto uma lista publicada no Correio do Estado não traz o nome do prefeito de Paranaíba, nas redes sociais o próprio prefeito aparece festejando a ida ao partido.

Informações de bastidores da Assomasul revelam que, supostamente, Reinaldo Azambuja não levaria mesmo alguns prefeitos para o Partido Liberal para não rachar de vez com o governador Eduardo Riedel ou mesmo para deixar alguns deles ainda no PSDB. O que se ouve é que alguns estão sendo deixados, de propósito, para trás.

Parece que é o caso do prefeito de Paranaíba. É preciso lembrar que o currículo administrativo e o perfil polêmico deste prefeito podem estar pesando nesta decisão: além de já ter sido alvo de investigações por corrupção e sofrer críticas quanto à condução de recursos públicos, o gestor acumula episódios controversos em sua trajetória, incluindo situações de caráter pessoal que ganharam repercussão negativa no município e no meio político, alimentando ainda mais a sua imagem de figura imprevisível e de comportamento imprudente.

Nos bastidores, surgem perguntas sem resposta: prefeitos como Maico Doido estão sendo banidos por má gestão? Por avaliações negativas em seus municípios? Ou simplesmente por suas ligações com a esquerda?

Enquanto isso, cresce a revolta de prefeitos que se veem isolados e descartados no novo tabuleiro político, sem saber ao certo quem puxou o fio dessa exclusão.

Uma coisa é certa: alguém não está contando toda a verdade. E, nesse silêncio, a conspiração cresce.

Artigo de opinião assinado por Mayke Vilalba.