O Supremo Tribunal Federal abriu as sessões contra Jair Bolsonaro e sete aliados, e o que se vê é menos um processo jurídico e mais um espetáculo político. A Procuradoria-Geral da República acusa o ex-presidente de tentar articular um golpe de Estado, citando documentos preliminares, conversas internas e suposições sobre decretos nunca aplicados.
O problema central é que até agora não surgiram provas concretas de que Bolsonaro tenha ordenado ou efetivamente colocado em prática ações para impedir a posse de Lula. Apesar disso, ministros do STF e parte da grande mídia tratam o julgamento como se fosse o desfecho de uma conspiração já comprovada.
Analistas conservadores apontam que a corte está indo além do seu papel constitucional, usando o julgamento para consolidar a narrativa de que qualquer oposição firme ao atual governo representa “golpismo”. O processo se desenha como um tribunal de exceção, com forte viés político e baixo rigor jurídico.