O líder da oposição na Câmara dos Deputados, Luciano Zucco (PL-RS), disse nesta terça-feira, 16, que há um acordo com a presidência da Casa para que o requerimento de urgência para o projeto de leique concede anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 seja pautado na quarta, 17.
“Dizer para todos vocês que, acordado com a presidência, amanhã será pautada a urgência da anistia, e já estamos trabalhando também com o líder Sóstenes [Cavalcante] um texto. Visto que todos nós assistimos na semana passada, na nossa visão, um teatro onde deixou claro e evidente que aquela Primeira Turma dito, não pelo líder da oposição ou pelos parlamentares, mas sim pelo ministro Luiz Fux, da incompetência absoluta da Primeira Turma em julgar aquelas pessoas”, declarou Zucco, em coletiva de imprensa.
Ao mencionar a Primeira Turma e a fala de Fux, ele se referia ao julgamento da ação penal em que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outras sete pessoas responderam por tentativa de golpe de Estado.
Na coletiva de imprensa, o PL anunciou ainda que Caroline de Toni (PL-SC) renunciou ao posto de líder da minoria na Câmara, para que Eduardo Bolsonaro(PL-SP) assuma. Trata-se de uma estratégia para legalizar o mandato remoto do parlamentar, que está nos Estados Unidos desde fevereiro.
“Uma das primeiras orientações do nosso novo líder da minoria, Eduardo Bolsonaro, é, sim, trabalharmos a pauta que a Carol, o Sóstenes e toda a oposição trabalhou tanto para a conquista da nossa anistia”, disse Zucco.
Ainda de acordo com ele, na primeira oportunidade, “o novo líder da minoria, Eduardo Bolsonaro, também fará o seu pronunciamento para falar sobre os próximos passos”. “E podem ter certeza que vamos pautar a urgência da anistia, aprovar a urgência da anistia e, depois, na sequência, o mérito”, acrescentou.
Centrão quer garantia de inelegibilidade
Neste momento, conforme apurou O Contribuinte, o Centrão é favorável a uma versão do projeto de lei da anistia que livre os condenados do 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), da prisão, mas garanta que todos eles ficarão inelegíveis por um período de oito anos.
Os bolsonaristas sinalizam que também aceitarão essa versão, caso seja formalizada. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), convocou uma nova reunião com líderes para quarta-feira, 17, especificamente para que decidam sobre o requerimento de urgência para o projeto de lei.