Após a aprovação da chamada PEC da Blindagem na Câmara dos Deputados, na noite de quarta-feira (17), a proposta segue agora para o Senado Federal. E antes mesmo de chegar ao plenário, os senadores de Mato Grosso do Sul já começaram a se posicionar publicamente.
O senador Nelsinho Trad (PSD) declarou ser contrário à medida, destacando que o texto enfraquece a transparência do processo democrático:
“Sou contrário à ‘PEC da Blindagem’, que reduz transparência e gera desconfiança. O Senado precisa garantir respeito à Constituição e ao interesse público”, afirmou.
Já a senadora Soraya Thronicke (Podemos) foi ainda mais dura em suas manifestações, utilizando as redes sociais para condenar a proposta.
“Sou CONTRA! Votarei NÃO! Todos os brasileiros, gostando ou não de mim ou de qualquer outro parlamentar, precisam de soluções para inúmeros problemas. A Câmara dos Deputados parou o país para resolver problemas pessoais de alguns membros. E há ainda na população quem apoie… é inacreditável a dissonância cognitiva coletiva que essa seita produziu. Quanta tristeza.”
Em outro posicionamento, Soraya classificou a aprovação como um golpe contra a sociedade:
“Em uma terça-feira, na calada da noite, fomos roubados! Roubaram o nosso direito de investigar criminosos! E não, não é exagero, a notícia é real. Usando o plenário como palco, a Câmara dos Deputados aprovou uma das maiores vergonhas da nossa história: a PEC da Blindagem. Ou seria PEC da Bandidagem? A proposta permite que parlamentares fiquem acima da lei, sendo protegidos de qualquer investigação ou processo judicial. E sabe o que é mais absurdo? A decisão sobre isso pode ser tomada por eles mesmos, em uma votação secreta, na qual eles escolhem se podem ou não ser investigados.”
A senadora Tereza Cristina (PP), que completa a bancada de Mato Grosso do Sul no Senado, ainda não se posicionou publicamente sobre a PEC, o que deve aumentar a pressão política nos próximos dias.
Com a matéria em tramitação no Senado, a expectativa é de que o tema provoque intensos debates e exponha ainda mais o racha entre os parlamentares.