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Em menos de 48h, petição para fim do Consórcio Guaicurus soma quase 3 mil assinaturas

Em menos de 48 horas, a petição pública on-line que pede a intervenção da Prefeitura de Campo Grande no serviço de transporte coletivo, atualmente operado pelo Consórcio Guaicurus, já soma quase 3 mil assinaturas. A mobilização ganhou força após o relatório da CPI do Transporte Público, realizada na Câmara Municipal, que apontou diversas irregularidades no contrato.

A coleta começou no fim da tarde de segunda-feira (22) e, já nas primeiras horas desta quarta-feira (24), ultrapassava duas mil adesões, chegando agora perto das 3 mil. A expectativa, segundo o vereador Maicon Nogueira (PP), autor da iniciativa, é atingir ao menos 50 mil assinaturas. Além da versão digital, haverá coleta de assinaturas físicas em terminais de ônibus e pontos estratégicos do Centro da Capital.

Relatório paralelo da CPI

Durante entrevista ao programa Hora do Contribuinte, da Contribuinte TV, Maicon explicou que elaborou um relatório paralelo ao apresentado pela vereadora Ana Portela (PL), que foi relatora oficial da CPI. Ele elogiou o texto de Portela, mas disse que incluiu pontos adicionais que considerava fundamentais.

Entre os principais problemas apontados estão:

  • Idade média da frota: deveria ser de até 5 anos, mas chega a 9;
  • Reequilíbrio financeiro: o consórcio lucrou por anos sem investir na renovação dos veículos;
  • Falta de fiscalização: multas quase nunca aplicadas ou pagas;
  • Indiciamento de gestores: ex-diretores da Agetran e Agerg foram responsabilizados.

Maicon destacou que sua principal divergência foi a ausência do indiciamento direto, no CPF, de dois diretores do consórcio, João Rezende e Paulo Victor Brito, a quem atribui suspeitas de lavagem de dinheiro e prevaricação.

Intervenção no transporte

O parlamentar defende que a intervenção municipal é a única saída para corrigir os problemas. Segundo ele, a medida permitiria que a Prefeitura nomeasse um representante para fiscalizar o contrato e apurar todas as irregularidades, incluindo o histórico de 12 anos sem pagamento de seguro por parte do consórcio e a precarização do serviço mesmo após mais de R$ 100 milhões em subsídios recebidos.

Maicon também comentou sobre a ausência do empresário Constantino, conhecido como “grande barão” do transporte, que não compareceu às oitivas. Ele acredita que investigações em andamento no Ministério Público envolvendo João Rezende podem alcançar outros nomes ligados ao consórcio.

Se você deseja assinar a petição basta CLICAR AQUI e preencher o formulário