A vereadora Ana Portela (PL) publicou na tarde deste domingo (9) um vídeo em suas redes sociais no qual faz uma defesa enfática do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e critica integrantes da própria direita que, segundo ela, estariam tentando se afastar do ex-chefe do Executivo.
Na postagem, Portela afirma que o vídeo “não é para quem simpatiza com o comunismo”, mas sim para quem “entende o que é ser de direita”. Em tom de desabafo, a parlamentar citou a situação política atual, mencionando “Bolsonaro preso, anistia parada, Eduardo Bolsonaro exilado, mães e idosos presos, adoecendo, morrendo na cadeia”, e classificou o país como “entregue ao narcoterrorismo”.
“O Brasil está governado por um sistema que vive de taxar, mentir e perseguir, comandado pelo autodenominado pai dos pobres”, afirmou.
A vereadora criticou o que chamou de “memória curta” de parlamentares que, segundo ela, usaram o nome de Bolsonaro para se eleger e agora buscam se descolar da imagem do ex-presidente.
“É muito fácil apontar erros depois que a batalha já passou. Difícil é estar lá, sozinho, enfrentando o sistema inteiro, Supremo, imprensa, establishment político”, declarou.
Ana Portela reconheceu que Bolsonaro “não acertou em tudo”, mas defendeu que suas decisões sempre tiveram a intenção de “proteger o povo e preservar o país”.
“Se ele errou, foi tentando acertar. Errou tentando proteger o povo”, disse.
A parlamentar também destacou o papel de Bolsonaro na consolidação da direita no Brasil, citando o crescimento do número de deputados federais do campo conservador desde 2014, e classificou o ex-presidente como “liderança legítima” e “força que tirou o país da inércia”.
“Sem Bolsonaro a direita enfraquece. E sem Bolsonaro nós voltamos à estaca zero”, afirmou Ana Portela, ao pedir que militantes e políticos “lembrem-se dos presos políticos e de quem realmente devem lealdade”.
Encerrando o vídeo, a vereadora criticou disputas internas por cargos e indicações dentro da direita, dizendo que há “falta de prioridade e respeito” com o ex-presidente, que “vive o pior momento da vida dele”.
“Tem gente preocupada com vaga, enquanto o presidente está preso e doente. Isso mostra desunião e falta de maturidade”, concluiu.