Deputado apresenta provas e cobra punição por esquema que teria lesado o patrimônio dos servidores estaduais
Em um discurso contundente e repleto de acusações nesta segunda-feira (11), o deputado estadual João Henrique Catan (PL-MS) pediu a prisão do presidente da Cassems, Ricardo Ayache, apontando a existência de um esquema fraudulento milionário dentro da Caixa de Assistência dos Servidores de Mato Grosso do Sul.
Durante fala na tribuna da Assembleia Legislativa, Catan afirmou ter protocolado representação formal no Ministério Público, apresentando documentos que, segundo ele, comprovam irregularidades em transações financeiras e imobiliárias realizadas pela instituição.
“Foi feita uma operação fiduciária com imóveis vendidos por menos da metade do valor avaliado. Isso é fraude! Não se pode brincar com o patrimônio dos servidores públicos”, declarou o parlamentar.
Operações suspeitas e prejuízo aos servidores
Entre as supostas irregularidades citadas, o deputado detalhou casos que, segundo ele, indicam prejuízo direto à entidade e aos seus beneficiários.
Um dos exemplos é a venda de um terreno de 25 mil m² em Campo Grande, adquirido por R$ 3 milhões e revendido por apenas R$ 2,8 milhões a empresas ligadas à própria Cassems — embora o imóvel estivesse avaliado em cerca de R$ 13 milhões de mercado.
Outras transações suspeitas envolveriam imóveis subavaliados em Aquidauana, com registros em cartórios e documentos municipais que, conforme o parlamentar, comprovam tentativas de escrituração por valores abaixo do venal — manobra que teria sido barrada por prefeituras locais, obrigando a correção para os valores reais.
“A fraude está explícita, registrada em documentos públicos. É um escândalo contra o servidor público e precisa ser investigado com rigor”, reforçou Catan.
Deputado cobra CPI e punição exemplar
Catan também defendeu a abertura imediata de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar todas as movimentações financeiras e imobiliárias da Cassems. Ele cobrou responsabilização criminal e administrativa dos envolvidos.
“Se esta Casa não agir, será cúmplice desse escândalo. Se não houver punição exemplar e prisão dos responsáveis, restará à sociedade assistir ao assalto do patrimônio dos servidores. Bandidos cairão!”, afirmou em tom de indignação.
O caso deve ser encaminhado para ações populares e representações judiciais, com o objetivo de garantir que todos os envolvidos nas supostas fraudes sejam punidos.