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Marquinhos nega envolvimento em protesto e promete ações na Justiça

Durante a sessão desta terça-feira (2), o vereador Marquinhos Trad (PDT) fez um pronunciamento duro no plenário da Câmara Municipal, em resposta às declarações da prefeita Adriane Lopes (PP). Em entrevista a uma rádio da Capital, Adriane afirmou que os manifestantes que protestaram durante a abertura do Natal, no último sábado, teriam sido “contratados por Marquinhos Trad e Rose Modesto” para provocar tumulto.

Segundo o vereador, a acusação é “inverídica, sem provas e capaz de machucar famílias”.

Marquinhos iniciou sua fala defendendo o valor das gravações e imagens registradas durante o episódio, afirmando que “as câmeras não mentem” e destacando o que chamou de “empurrão brutal e desnecessário” de um guarda em uma mãe atípica e idosa.

Ele criticou a postura da prefeita, afirmando que, ao dar declarações que atingem a honra de pessoas inocentes, Adriane cometeu abuso:

“Ela não objetivava a verdade. Ela atingiu honras, machucou famílias. Quando se faz isso sem provas, vai parar no banco dos réus, na esfera cível e criminal.”

“Acusação vazia”, diz vereador

Durante o discurso, Marquinhos Trad questionou a prefeita sobre onde estariam as provas de que ele e a ex-deputada federal Rose Modesto teriam contratado pessoas para tumultuar o evento:

“Qual prova ela ofereceu de que orquestrei ou contratei bandidos? Bandidos que chegam de ônibus armados? Ora, se isso fosse verdade, eu e a Rose já deveríamos ter sido presos ou indiciados.”

Para ele, a fala da prefeita é uma tentativa de “desviar das próprias responsabilidades”.

Marquinhos também afirmou que a manifestação era pacífica e que só ocorreu porque a própria prefeita teria se recusado a receber o grupo na prefeitura:

“Todos sabem que a manifestação foi espontânea. Todos sabem que só existiu porque ela não quis receber as pessoas.”

Vereador oferece assessoria jurídica aos manifestantes

O parlamentar declarou que todos os manifestantes chamados de “bandidos” por Adriane têm direito de acionar a Justiça. Segundo ele, o gabinete disponibilizou assessoria jurídica para quem desejar ingressar com ações cíveis e criminais.

Ele citou o caso de um professor que, segundo a prefeita, teria participado da manifestação armado:

“Será que a polícia faria TCO contra um professor armado? Cadê a foto da arma? Cadê o vídeo? Não existe.”

Ao final, Marquinhos disse que se sentiu especialmente incomodado com uma fala da prefeita em que ela afirmou que “Campo Grande conhece a história deles” — frase que, segundo ele, insinua uma tentativa de desqualificá-lo e de construir versões contra sua trajetória política.