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Com apoio de Flávio Bolsonaro e lideranças nacionais da direita, Capitão Contar retorna ao PL como pré-candidato ao Senado

O Partido Liberal (PL) oficializou nesta terça-feira a filiação do ex-deputado estadual e ex-candidato ao governo de Mato Grosso do Sul, Capitão Contar, em um evento marcado pela presença das principais lideranças nacionais da sigla. O retorno de Contar ao PL foi conduzido pessoalmente pelo presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, e acompanhado por figuras de peso da direita, entre elas o senador Flávio Bolsonaro, o deputado federal Zucco, o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, e o líder da sigla no Senado, Rogério Marinho.

A presença dessas lideranças, responsáveis por articular o núcleo central do bolsonarismo dentro do PL, reforçou publicamente a mensagem de que Contar retorna já como pré-candidato ao Senado Federal e com o respaldo direto do grupo político mais influente da direita brasileira. No evento, Flávio Bolsonaro, que hoje atua como porta-voz político do ex-presidente Jair Bolsonaro e da família Bolsonaro, destacou a força eleitoral de Contar no Mato Grosso do Sul e sua importância para o projeto nacional da sigla.

A filiação também contou com a participação de esposas de dirigentes, incluindo a presidente do PL Mulher de Mogi das Cruzes, Dana Costa, e Iara Diniz Contar, esposa do pré-candidato.

CLIMA DE DISPUTA NO PL DE MATO GROSSO DO SUL

Apesar do peso nacional da cerimônia, a filiação de Capitão Contar ocorreu com pouca participação de lideranças locais do PL em Mato Grosso do Sul. Isso se deve a um ambiente de intensas disputas internas que se acirraram desde que o ex-governador Reinaldo Azambuja assumiu o comando estadual do partido.

Azambuja, tradicionalmente identificado como um político de centro, tem trabalhado para consolidar sua própria candidatura ao Senado em 2026. Em reuniões internas recentes, o ex-governador tem afirmado que “a segunda vaga ao Senado será definida por pesquisas”, evitando validar de imediato o nome de Contar, mesmo após o anúncio nacional de Valdemar, agora reforçado por Flávio Bolsonaro e demais lideranças do PL.

A estratégia de Azambuja visa manter margem de manobra para negociações com outros partidos, especialmente o PP, sigla de Tereza Cristina e do governador Eduardo Riedel (PP), com quem o ex-governador busca consolidar alianças para proteger o projeto de reeleição do atual governador. Nos bastidores, aliados de Azambuja avaliam que Contar não é o nome preferido para compor alianças de centro-direita mais amplas, embora reconheçam sua força entre o eleitorado bolsonarista.

FILIAÇÃO DE CONTAR ALTERA O TABULEIRO POLÍTICO

O retorno de Capitão Contar, agora legitimado pelo núcleo duro do bolsonarismo nacional, dificulta a construção de qualquer solução interna que tente contornar seu nome. O apoio explícito de lideranças como Flávio Bolsonaro, Zucco, Sóstenes Cavalcante e Rogério Marinho cria um cenário em que o PL nacional demonstra ter uma preferência clara para ocupar uma das vagas do Senado no Mato Grosso do Sul.

Esse movimento acende um sinal de alerta para Reinaldo Azambuja, que pretendia trabalhar com apenas um nome do PL na disputa ao Senado — o seu — deixando a segunda vaga aberta para negociações estratégicas com outras siglas.

CONTAR REFORÇA ALA BOLSONARISTA DO PL EM MS

Com forte identificação com o eleitorado bolsonarista raiz, Capitão Contar volta ao PL em posição de destaque e entra novamente no cenário político estadual como um nome consolidado. Sua filiação com apoio nacional reposiciona a disputa no Mato Grosso do Sul e representa um desafio direto ao projeto político de Reinaldo Azambuja, que até aqui vinha conduzindo o partido com relativa autonomia.

A mensagem deixada em Brasília é clara: o PL nacional aposta em Contar como um dos pilares da direita bolsonarista no estado. Agora, resta saber como o diretório sul-mato-grossense conciliará essa pressão nacional com suas próprias articulações locais.