(67) 9 9689-6297 | ocontribuintebr@gmail.com

Após anúncio dos EUA, Eduardo Bolsonaro publica nota; veja

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) divulgou, nesta sexta-feira (12), uma nota pública no aplicativo X logo após o anúncio de que o governo dos Estados Unidos recuou na aplicação da Lei Magnitsky contra autoridades brasileiras. O parlamentar afirmou receber “com pesar” a decisão e atribuiu o insucesso da iniciativa à falta de unidade política interna no Brasil.

A manifestação é assinada pelo deputado e pelo comentarista político Paulo Figueiredo.

Apoio de Trump e críticas à política brasileira

Na nota, Eduardo Bolsonaro agradece “o apoio que o presidente Trump demonstrou ao longo dessa trajetória” e destaca que o republicano dedicou atenção “à grave crise de liberdades que assola o Brasil”. O pedido para que os EUA aplicassem a Lei Magnitsky — legislação que permite sancionar agentes públicos envolvidos em violações de direitos humanos — vinha sendo impulsionado por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Com o recuo americano, o parlamentar lamentou que “a sociedade brasileira, diante da janela de oportunidade que teve em mãos, não tenha conseguido construir a unidade política necessária para enfrentar seus próprios problemas estruturais”. Segundo Eduardo, a falta de coesão interna e o “insuficiente apoio às iniciativas conduzidas no exterior” contribuíram para o agravamento do cenário.

Eduardo espera que decisão beneficie interesses dos EUA

O deputado afirma esperar que a decisão do ex-presidente Donald Trump “seja bem-sucedida em defender os interesses estratégicos dos americanos, como é seu dever”.

Ele acrescenta que continuará trabalhando “de maneira firme e resoluta” por um caminho que permita a “libertação do país”, mesmo diante de circunstâncias adversas.

A nota termina com a mensagem: “Que Deus abençoe a América, e que tenha misericórdia do povo brasileiro”.

Contexto: pressão por sanções e mudança de posição dos EUA

A tentativa de acionar a Lei Magnitsky ganhou força entre apoiadores de Jair Bolsonaro, que alegam perseguição política no Brasil, especialmente em casos envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Com o anúncio desta sexta-feira, o governo norte-americano, sob nova diretriz política, indica que não avançará com sanções relacionadas ao tema.