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Prefeito de Ivinhema agride cidadão com “barra de ferro” e expõe total despreparo para o cargo

Um vídeo que circula amplamente nas redes sociais desde a noite desta terça-feira (30) expõe uma cena grave e incompatível com o exercício de qualquer cargo público: o prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro, aparece partindo para cima de um cidadão em um posto de combustíveis, empunhando o que testemunhas descrevem como uma “barra de ferro”.

As imagens, registradas por moradores que presenciaram a confusão, mostram o prefeito atravessando a rua e avançando mais de uma vez contra o homem, que corre para tentar escapar das agressões. Em determinado momento, Juliano Ferro não apenas se dirige ao cidadão, como também o persegue, reforçando a gravidade do episódio.

Independentemente de versões posteriores ou tentativas de justificativa, os fatos registrados em vídeo falam por si.

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Justiça não se faz com as próprias mãos

Após a repercussão do caso, o prefeito usou suas redes sociais para afirmar que teria agido em legítima defesa. Alegou que o homem envolvido já o teria ameaçado anteriormente, que existiriam boletins de ocorrência e que o cidadão possuiria passagens pela polícia.

Mesmo que tais alegações venham a ser comprovadas, o que ainda depende de apuração oficial, nada disso autoriza um prefeito a agir como justiceiro, muito menos a agredir fisicamente alguém em local público, empunhando um objeto que pode ser classificado como arma improvisada.

Em um Estado Democrático de Direito, quem resolve conflitos, ameaças e crimes são as autoridades policiais e o Poder Judiciário, não o chefe do Poder Executivo municipal “com suas próprias mãos”.

A conduta exibida no vídeo infringe princípios básicos da legalidade, da moralidade administrativa e do decoro exigido do cargo, podendo se enquadrar tanto na esfera criminal quanto político-administrativa.

Despreparo para o cargo

O episódio expõe algo ainda mais preocupante: o total despreparo emocional e institucional de Juliano Ferro para ocupar um cargo de tamanha responsabilidade. Um prefeito não representa apenas a si mesmo, mas toda uma cidade. Seus atos, especialmente em público, precisam refletir equilíbrio, respeito às leis e compromisso com a população.

Agredir um cidadão em via pública, com uma “barra de ferro”, atravessando a rua para atacá-lo repetidas vezes, não é atitude de gestor, é de alguém que perdeu completamente o controle.

E este não é um caso isolado.

Histórico de conflitos e reincidência

Em junho de 2022, Juliano Ferro já havia se envolvido em uma ocorrência com o mesmo indivíduo. À época, o prefeito relatou ter sido agredido nas proximidades do Centro de Convivência do Idoso (CCI), quando teria sido surpreendido com um chute após sair de um evento.

O histórico de conflitos, longe de justificar a cena atual, reforça a necessidade de que o prefeito buscasse proteção e soluções institucionais, e não o confronto direto.

A reincidência de episódios envolvendo agressões e brigas públicas fragiliza ainda mais sua permanência à frente da Prefeitura de Ivinhema.

Até o momento, não há confirmação oficial de registro de boletim de ocorrência referente ao episódio desta terça-feira, nem informações sobre eventuais providências adotadas pelas autoridades policiais. O espaço segue aberto para manifestação do prefeito, da vítima e dos órgãos competentes.