Relatos de moradores apontam nomes, histórico financeiro e possível ligação com a mansão onde ocorrem as jogatinas.
As denúncias recebidas pelo Portal O Contribuinte sobre a suposta prática de jogos de azar em uma mansão alugada no Damha também trazem nomes recorrentes apontados por moradores como ligados à organização ou frequência das jogatinas.
Informações obtidas pela redação indicam que os nomes de dois corretores de imóveis “corretores do azar” que atuam juntos aparecem de forma recorrente nos relatos de moradores:
RODRIGO MORENO DE MOURA, 36 anos, corretor inscrito no CRECI/MS nº 11.311, cujo registro consta como ativo, porém com certidão indisponível, situação que, conforme informações do próprio conselho profissional, pode indicar pendências administrativas, como inadimplência.
Rodrigo Moreno é citado nos relatos como proprietário da imobiliária “Imóvel no Preço Não Vende” e como a pessoa que alugou a mansão localizada no Damha para fins de moradia.
No entanto, segundo informações e denúncias apresentadas por moradores, o imóvel teria passado a ser utilizado de forma recorrente para a realização de partidas de poker, apontadas como cassino clandestino, em possível desvio da finalidade residencial originalmente declarada.
LUÍS GUSTAVO ELIAS VALEJO (Guzeta), 27 anos, que atua como corretor, inscrito no CRECI/MS nº 14.597, desde 30/10/2023, sendo considerado recente no mercado imobiliário;
Ainda segundo informações obtidas pela redação, pessoas próximas a Luís Gustavo Elias Valejo, corretor de imóveis conhecido no meio como “Guzeta”, relataram um histórico marcado por dificuldades financeiras, tentativas de intervenção familiar e recorrentes recaídas associadas à frequência em ambientes de jogatina.
Fontes ouvidas sob condição de anonimato afirmam que, em determinados períodos, teriam sido utilizados recursos provenientes de empréstimos informais, com a finalidade de financiar apostas em jogos de azar, o que, segundo os relatos, teria contribuído para o agravamento do endividamento e motivado novas tentativas de contenção por parte de familiares.
Ainda conforme relatos colhidos pela redação junto a clientes e colaboradores da imobiliária, há indícios de que o corretor não mantém bens registrados em nome próprio, fazendo uso frequente de transporte por aplicativo (Uber) e de veículos pertencentes a familiares ou amigos, o que, segundo essas fontes, seria uma forma de dificultar a localização patrimonial por credores.
Aspectos legais e condominiais
Especialistas ouvidos apontam que condomínios residenciais não são locais apropriados para a realização de jogos com apostas, sobretudo quando há acesso reiterado de terceiros, estrutura organizada e desvio da finalidade residencial.
Além da esfera penal, a prática pode configurar violação grave das normas internas do condomínio, que vedam atividades comerciais, eventos recorrentes ou qualquer uso incompatível com o perfil residencial e familiar.
Fotos e registros

Espaço ao contraditório
A reportagem tentou contato com os citados, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto para manifestações, esclarecimentos ou direito de resposta, que serão publicados integralmente.