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Reinaldo Azambuja e novos filiados ao PL ignoram caminhada de Nikolas Ferreira por Bolsonaro; veja quem de MS participou

A chamada “caminhada pela liberdade”, comandada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL), mobilizou bolsonaristas de Mato Grosso do Sul que colocaram o pé na estrada nos últimos dias em defesa da soltura do ex-presidente Jair Bolsonaro e dos condenados pelos atos de 8 de janeiro.

Sob sol e chuva, parlamentares e influenciadores ligados ao bolsonarismo registraram a participação ativa na mobilização. Pelas redes sociais, a vereadora Ana Portela (PL), o deputado João Henrique Catan (PL), o deputado federal Marcos Pollon (PL), o deputado federal Rodolfo Nogueira (PL), a vice-prefeita de Dourados Gianni Nogueira e o ex-candidato ao governo Capitão Contar divulgaram diversos vídeos da caminhada e da viagem.

Influenciadores digitais de Mato Grosso do Sul também marcaram presença, entre eles Firmino Cortada, Cassy Monteiro, Juliana Gaioso, Roger Usai, Raquel Portioli e Solange Jaques, além da advogada Bruna Nubiato e de Luana Ruiz.

A mobilização ganhou ainda mais peso político com a participação do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, no ato realizado no domingo. A família Bolsonaro deu apoio explícito: Michelle Bolsonaro publicou diversas mensagens em apoio a Nikolas Ferreira e esteve presencialmente na chegada da caminhada. Carlos Bolsonaro também participou do ato no domingo, enquanto Flávio Bolsonaro divulgou diariamente a mobilização, mesmo cumprindo agenda no exterior.

Ausência chama atenção

Apesar da forte adesão de nomes ligados ao bolsonarismo raiz, chamou atenção a ausência de figuras que recentemente se aproximaram ou devem se filiar ao PL mirando as eleições de 2026.

O principal nome é o do ex-governador Reinaldo Azambuja, pré-candidato ao Senado pelo partido, que não participou nem da caminhada nem da manifestação realizada no domingo. Também ficaram de fora os deputados estaduais tucanos que devem acompanhar Reinaldo em sua filiação ao PL, prevista para março: Mara Caseiro, Jamilson Name e Zé Teixeira.

Outros parlamentares e lideranças que não aderiram à mobilização foram os deputados Coronel David e Neno Razuk, além dos vereadores Rafael Tavares e André Salineiro. Ambos chegaram a organizar uma caminhada em Campo Grande, mas em um trajeto reduzido, de aproximadamente 2 quilômetros, da Praça do Rádio Clube até o Ministério Público, distante do simbolismo e da mobilização nacional puxada por Nikolas Ferreira.

Recado interno no PL

A ausência de Reinaldo Azambuja e dos novos filiados evidencia um recado claro dentro do próprio PL: enquanto a ala bolsonarista mais ideológica se mobiliza nas ruas em defesa de Bolsonaro e dos condenados do 8 de janeiro, setores que buscam viabilidade eleitoral em 2026 optam pela cautela e pelo distanciamento de atos de confronto direto com o Judiciário.

A caminhada liderada por Nikolas Ferreira acabou funcionando, assim, não apenas como manifestação política, mas também como um termômetro interno do partido — separando quem está disposto a ir às ruas em defesa do bolsonarismo raiz e quem prefere manter os pés fora da estrada.