Portal O Contribuinte tentou contato, mas não obteve resposta sobre acusações graves de possível cassino clandestino em condomínio de luxo
Após a publicação de duas reportagens detalhando denúncias de possível prática habitual de jogos de azar em uma mansão localizada no condomínio Damha, em Campo Grande, o Portal O Contribuinte buscou oficialmente um posicionamento da administração do residencial.
No entanto, até o fechamento desta matéria, o síndico do Damha não respondeu aos questionamentos enviados pela redação.
As denúncias, encaminhadas por moradores do próprio residencial, apontam a realização recorrente de partidas de poker com apostas, com intensa movimentação de veículos, acesso frequente de terceiros e encontros realizados, segundo relatos, principalmente às terças e quartas-feiras, inclusive durante a noite e madrugada.
Denúncias graves e ausência de resposta oficial
O Damha é conhecido pelo perfil estritamente residencial e familiar, abrigando crianças, adolescentes e autoridades públicas. Nesse contexto, as acusações ganham ainda mais relevância, uma vez que envolvem possível desvio da finalidade residencial, quebra das normas internas do condomínio e, em tese, prática considerada ilegal pela legislação brasileira, conforme o Artigo 50 da Lei de Contravenções Penais, quando caracterizada habitualidade, exploração ou lucro indireto.
Diante da gravidade dos relatos, o silêncio da administração do condomínio chama atenção. Para moradores ouvidos pela reportagem, a falta de qualquer posicionamento público ou esclarecimento oficial reforça a sensação de insegurança e a percepção de que as denúncias não estariam sendo tratadas com a seriedade necessária.
Omissão administrativa preocupa moradores
A ausência de resposta do síndico, mesmo após o contato da imprensa, é vista por moradores como um sinal de inoperância administrativa diante de denúncias consideradas graves.
Na avaliação de fontes ouvidas pela reportagem, o silêncio pode indicar conivência, omissão ou tentativa de minimizar a situação, o que, segundo os relatos, aumenta a apreensão coletiva dentro do condomínio.
Especialistas lembram que cabe à administração condominial apurar denúncias, zelar pelo cumprimento do regimento interno e adotar providências quando há indícios de uso irregular de imóveis ou atividades incompatíveis com o perfil do residencial.
Citados também não se manifestaram
Além da administração do condomínio, os nomes citados nas reportagens anteriores — apontados por moradores como ligados à organização ou frequência das jogatinas — também não entraram em contato com o Portal O Contribuinte, apesar de o veículo ter aberto espaço para o contraditório e eventuais esclarecimentos.
A redação reforça que o espaço permanece aberto para manifestações tanto do síndico do Damha I quanto dos citados, a fim de garantir o direito de resposta e o esclarecimento dos fatos.
Enquanto não houver esclarecimentos oficiais, moradores seguem cobrando apuração, transparência e providências efetivas diante de acusações que, segundo eles, não podem ser ignoradas.