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Operação Cartas Marcadas: ex-prefeitos, empresários e empresas estão na mira do Gaeco; veja

Investigação do Ministério Público aponta atuação de agentes políticos e empresários em esquema que teria movimentado quase R$ 9 milhões em contratos públicos

A Operação Cartas Marcadas, deflagrada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), trouxe à tona um amplo esquema de fraudes em licitações públicas que envolve agentes políticos, empresários e empresas prestadoras de serviços em pelo menos cinco municípios do Estado.

Com o cumprimento de 76 ordens judiciais, entre mandados de busca e apreensão, afastamentos de cargos públicos, proibições de contratar com o poder público e suspensão de contratos, a operação tem como foco identificar os principais responsáveis pelo direcionamento de contratos administrativos, avaliados em aproximadamente R$ 9 milhões apenas nos últimos três anos.

A seguir, o Portal O Contribuinte lista os principais alvos já identificados na operação, com base em informações oficiais do Ministério Público e apurações da reportagem.


Marcela Ribeiro Lopes (PSDB)

Ex-prefeita de Corguinho

A ex-prefeita de Corguinho está entre os alvos da Operação Cartas Marcadas. Segundo a investigação, o município é apontado como um dos principais núcleos de atuação da organização criminosa. A residência da ex-gestora foi alvo de mandado de busca e apreensão cumprido pelo Gaeco.

De acordo com o Ministério Público, agentes políticos ocupavam papel central no esquema, atuando como articuladores das fraudes em licitações e contratos públicos, com apoio de servidores municipais.


Buda do Lair (PSDB)

Ex-prefeito de Rio Negro

Em Rio Negro, os investigadores cumpriram mandados em endereços ligados ao ex-prefeito Buda do Lair. O município também é citado pelo MPMS como um dos polos de atuação da organização criminosa, com estrutura própria e divisão de tarefas.

As apurações indicam que contratos públicos teriam sido direcionados a empresas previamente escolhidas, com uso indevido de dispensas de licitação e manipulação de procedimentos administrativos.


Rogério Luiz Ribeiro

Empreiteiro investigado em Terenos

O empreiteiro Rogério Luiz Ribeiro é outro alvo da operação. Ele já havia sido investigado anteriormente na Operação Spotless, que levou ao afastamento do então prefeito de Terenos, Henrique Budke (PSDB).

Na atual fase da investigação, o Gaeco cumpriu mandados em sua residência e apura a participação do empresário no esquema de contratos direcionados, especialmente na execução de obras públicas e prestação de serviços para prefeituras.


Empresa Marsoft Informática

Contratos com prefeituras sob investigação

A empresa Marsoft Informática, com atuação em Terenos, também foi alvo de mandados de busca e apreensão. Segundo o Ministério Público, empresas integrantes do esquema eram favorecidas em licitações previamente ajustadas para conferir aparência de legalidade a contratos já definidos.

O MPMS apura se a empresa se beneficiou de direcionamento ilícito em certames públicos nos municípios investigados.


Outros agentes públicos e empresas

Além dos nomes já identificados, a Operação Cartas Marcadas resultou no afastamento de cinco agentes públicos de seus cargos, bem como na proibição de 22 pessoas físicas e jurídicas de contratar com o poder público e na suspensão de três contratos administrativos em vigor.

O Ministério Público informou que a investigação identificou núcleos organizados de atuação, liderados por agentes políticos, com participação de servidores públicos e empresários, responsáveis por fraudar o caráter competitivo de licitações e garantir contratos milionários ao grupo.


Investigações em andamento

O MPMS destaca que a Operação Cartas Marcadas ainda está em curso e que novas fases ou o surgimento de outros alvos não estão descartados. Os nomes de outros investigados poderão ser divulgados à medida que o processo avance e decisões judiciais permitam a publicidade dos autos.

O Portal O Contribuinte segue acompanhando o caso e mantém o compromisso de informar com responsabilidade, transparência e respeito ao devido processo legal.