Executivo evitou derrubada do veto e preservou planejamento financeiro e obras em andamento
A Câmara Municipal de Campo Grande manteve, nesta terça-feira (10), o veto da prefeita Adriane Lopes ao projeto de lei que suspendia os efeitos do Decreto nº 16.402, de 29 de setembro de 2025, que trata da forma de lançamento e pagamento da taxa de coleta, remoção e destinação de resíduos sólidos domiciliares para o exercício de 2026.
A decisão foi resultado direto de uma articulação política conduzida pelo Poder Executivo, capitaneada pelos secretários Ulisses Rocha, de Governo e Relações Institucionais, e Marcelo Miglioli, de Infraestrutura, que assumiram a linha de frente do diálogo com os vereadores nos últimos dias.
Para a derrubada do veto, eram necessários 15 votos contrários, o que não ocorreu. O placar final foi de 14 votos pela derrubada, 8 votos pela manutenção do veto e 6 ausências, assegurando a vitória do Executivo.
Bastidores após a sessão extraordinária
Nos bastidores, a atuação de Ulisses Rocha e Marcelo Miglioli ganhou força após a sessão extraordinária do dia 12, convocada pelo presidente da Casa, Epaminondas Neto, o Papy, quando foi aprovado por unanimidade o projeto de lei que suspendeu o aumento da taxa do lixo no carnê do IPTU.
Após aquele episódio, os dois secretários passaram a conduzir pessoalmente a articulação política, apresentando aos parlamentares os impactos administrativos e financeiros que a derrubada do veto poderia causar, especialmente sobre obras e projetos já em execução, muitos deles iniciados ainda em 2025.
Presença estratégica em plenário
A presença de Ulisses Rocha e Marcelo Miglioli na sessão desta terça-feira foi vista como estratégica. Ambos acompanharam a discussão em plenário, reforçando o posicionamento do Executivo e demonstrando disposição para o diálogo institucional com o Legislativo.
O Executivo sustenta que a manutenção do veto é fundamental para garantir segurança jurídica, equilíbrio fiscal e a continuidade de contratos e investimentos em infraestrutura e serviços públicos, especialmente na área de limpeza urbana.
Votação nominal
Na votação, o “Sim” representou voto pela manutenção do veto, enquanto o “Não” indicou posição pela derrubada.
Ao final, com 14 votos favoráveis à derrubada, 8 contrários e 6 ausências, prevaleceu a articulação construída pelo Executivo, consolidando uma vitória política da prefeita Adriane Lopes e de seus principais articuladores no Legislativo.
Com o resultado, o veto segue mantido, e a Prefeitura de Campo Grande mantém o planejamento necessário para dar sequência às obras e projetos considerados prioritários pela atual gestão.
Como votaram os vereadores
Votos pela manutenção do veto (Sim)
Beto Avelar – Sim
Carlão – Sim
Delei Pinheiro – Sim
Dr. Jamal – Sim
Dr. Victor Rocha – Sim
Leinha – Sim
Professor Juari – Sim
Wilson Lands – Sim
Votos pela derrubada do veto (Não)
André Salineiro – Não
Ana Portela – Não
Clodoilson Pires – Não
Flávio Cabo Almi – Não
Herculano Borges – Não
Jean Ferreira – Não
Luiza Ribeiro – Não
Maicon Nogueira – Não
Marquinhos Trad – Não
Otávio Trad – Não
Professor Riverton – Não
Rafael Tavares – Não
Ronilço Guerreiro – Não
Veterinário Francisco – Não
Ausentes ou sem registro de voto
Dr. Lívio – Ausente
Fábio Rocha – Ausente
Junior Coringa – Ausente
Landmark – Ausente
Neto Santos – Ausente
Silvio Pitu – Ausente
Presidência
Papy – Presidente da Casa (não vota, exceto em caso de empate)