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Lula lidera rejeição entre presidenciáveis, aponta Atlas

Quase metade dos entrevistados afirma que não votaria no petista “de jeito nenhum”

A nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta quarta-feira (25), revela que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o pré-candidato à Presidência da República com maior índice de rejeição entre os nomes testados.

De acordo com o levantamento, 48,2% dos entrevistados afirmaram que não votariam “de jeito nenhum” em Lula. O percentual é o mais alto entre todos os possíveis candidatos avaliados, colocando o atual chefe do Executivo no topo do ranking de resistência do eleitorado.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece na sequência, com 46,4% de rejeição. Embora também enfrente percentual elevado, o índice do parlamentar é inferior ao do presidente da República.

Já o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), registra 35,5% de rejeição — número consideravelmente menor em comparação aos dois primeiros colocados. Apesar de ser apontado como um dos nomes mais competitivos da direita, Tarcísio tem declarado publicamente que pretende disputar a reeleição ao governo paulista e não o Palácio do Planalto.

Outros nomes também apresentam índices expressivos de rejeição. O ex-presidente Jair Bolsonaro soma 44,2%. Renan Santos (Missão) aparece com 43,9%, seguido pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL), com 42,2%, e pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), com 40,8%. No caso de Nikolas, a eventual candidatura é inviável neste momento por não ter a idade mínima constitucional de 35 anos.

O dado que mais chama atenção, no entanto, é o percentual atribuído a Lula. O índice próximo a 50% indica que praticamente metade do eleitorado declara resistência absoluta ao atual presidente, o que pode representar um obstáculo significativo em um eventual cenário de segundo turno.

A pesquisa ouviu 4.986 eleitores entre os dias 19 e 24 de fevereiro, por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07600/2026 e teve custo de R$ 75 mil, financiado pela própria empresa responsável pelo estudo.

Os números reforçam um cenário de polarização, mas com um dado politicamente relevante: o atual presidente lidera o índice de rejeição entre todos os nomes colocados à disposição do eleitorado até o momento.