(67) 9 9689-6297 | ocontribuintebr@gmail.com

Com bênção de Lula, PT bate o martelo e lança Fábio Trad ao Governo em MS

Aliança entre Fábio Trad e ex-primeira-dama Dona Gilda aposta no “projeto popular” para 2026

A passagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por Campo Grande neste domingo (22) não foi apenas protocolar. Nos bastidores — e também publicamente — o encontro serviu para aquilo que o Partido dos Trabalhadores mais precisava no Estado: definição.

Em reunião com lideranças locais, o PT bateu o martelo e oficializou a pré-candidatura de Fábio Trad ao Governo de Mato Grosso do Sul, tendo como vice Dona Gilda, esposa do ex-governador Zeca do PT.

A construção da chapa, que vinha sendo costurada internamente, ganhou o aval definitivo de Lula, que não apenas chancelou os nomes, como também buscou transmitir confiança ao grupo político. Segundo Fábio Trad, o presidente demonstrou entusiasmo com o cenário eleitoral no Estado e tratou a composição como a mais adequada para representar o chamado “projeto popular e democrático”.

“Ele deixou claro que nosso nome é o melhor possível para encarnar esse projeto”, afirmou o pré-candidato, destacando ainda a relação pessoal entre Lula e Dona Gilda, descrita como uma amizade de mais de quatro décadas — elemento que também pesou na escolha.

Estratégia e simbolismo

Mais do que uma definição eleitoral, o movimento do PT carrega simbolismo político. Ao unir Fábio Trad — um nome com trânsito fora das bases tradicionais do partido — com Dona Gilda, figura historicamente ligada ao petismo sul-mato-grossense, a legenda tenta equilibrar renovação e identidade.

A presença de Lula, por sua vez, reforça a tentativa de nacionalizar o debate local, apostando no peso do presidente como principal cabo eleitoral para impulsionar a chapa em um Estado onde o partido historicamente enfrenta resistência.

Discurso e realidade

Apesar do discurso otimista — que culminou com a frase atribuída a Lula, “vamos vencer as eleições” —, o desafio do PT em Mato Grosso do Sul segue considerável. A legenda ainda busca ampliar alianças, consolidar palanques regionais e transformar o apoio presidencial em capital político efetivo nas urnas.

Fábio Trad reconhece que a candidatura ainda está em construção e insiste na narrativa de escuta popular como base do projeto. “A candidatura está nascendo da escuta”, afirmou.

Na prática, porém, a visita de Lula deixa claro que, mais do que ouvir, o partido já decidiu. E decidiu com aval direto do Planalto.