Grupo político inclui vice-governador, deputados estaduais e redesenha alianças para 2026
O movimento já era ventilado nos bastidores, mas agora está sacramentado: o deputado federal Beto Pereira bateu o martelo e vai deixar o PSDB para assumir protagonismo no Republicanos em Mato Grosso do Sul.
A filiação ocorre com o aval direto de duas das principais lideranças nacionais da sigla: o presidente nacional do Republicanos, Marcos Rogério, e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. Ambos não apenas chancelaram a entrada de Beto, como também deram sinal verde para que ele assuma o comando do partido no Estado.
No cenário local, a mudança ocorre sem resistência interna. O atual presidente estadual da legenda, deputado Antonio Vaz, não se opôs ao novo arranjo, abrindo espaço para a reconfiguração da sigla sob a liderança de Beto Pereira.
Efeito dominó e esvaziamento do PSD
A movimentação não ocorre de forma isolada. Junto com Beto Pereira, desembarca no Republicanos um grupo relevante de lideranças políticas, ampliando o peso da legenda no Estado.
Entre os nomes confirmados está o deputado estadual Renato Câmara, que deixa o MDB após anos de filiação. Também integram o novo bloco o vice-governador Barbosinha e o deputado estadual Pedro Pedrossian Neto, ambos de saída do PSD.
A debandada representa, na prática, o esvaziamento do PSD em Mato Grosso do Sul, partido que vinha sendo articulado como alternativa política, mas que perdeu força após movimentos internos liderados pelo senador Nelsinho Trad. Nos bastidores, a avaliação é de que a sigla dificilmente conseguirá montar chapas competitivas para deputados nas próximas eleições.
Novo desenho político
Com a chegada do grupo, o Republicanos passa a contar com uma estrutura mais robusta no Estado, reunindo três deputados estaduais e um deputado federal, além da presença estratégica do vice-governador.
O novo arranjo também já nasce com o arranjo político definido. A legenda deve apoiar a reeleição do governador Eduardo Riedel, trabalhando para manter Barbosinha como vice na chapa.
Além disso, o partido tende a caminhar alinhado ao grupo político estadual nas disputas majoritárias, incluindo o apoio aos candidatos ao Senado que forem lançados pela coalizão.
Nos bastidores, a leitura é clara: o Republicanos deixa de ser coadjuvante e passa a ocupar espaço central no jogo político estadual.