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Após flerte com o PSB, Soraya recua e decide permanecer no Podemos

Senadora recebe aval da direção nacional para montar dobradinha com Vander Loubet e apoiar Fábio Trad ao governo

Após dias de intensas articulações e negociações com lideranças nacionais, a senadora Soraya Thronicke decidiu permanecer no Podemos e desistiu da filiação ao PSB, movimento que já era dado como certo nos bastidores políticos de Mato Grosso do Sul.

A reviravolta ocorreu no último fim de semana, após conversas com a cúpula nacional do partido, que teria dado autonomia total para a senadora conduzir sua estratégia eleitoral no Estado.

Aval para aliança com o PT

Mesmo permanecendo no Podemos, Soraya não deve mudar o rumo político que vinha desenhando. A senadora recebeu sinal verde para formar uma dobradinha ao Senado com o deputado federal Vander Loubet (PT) e para apoiar a candidatura do ex-deputado federal Fábio Trad ao governo do Estado, que deve disputar a eleição pelo Partido dos Trabalhadores.

A composição, inclusive, já havia sido discutida em nível nacional e chegou a contar com o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante passagem recente por Campo Grande.

Com isso, Soraya mantém o diálogo com a esquerda, mesmo à frente de um partido que, em tese, possui maior flexibilidade ideológica.

Podemos encolhe no Estado

A permanência de Soraya no Podemos acontece em meio a um cenário de enfraquecimento da sigla em Mato Grosso do Sul.

Recentemente, o partido perdeu seu único deputado estadual, Rinaldo Modesto, que se filiou ao União Brasil, reduzindo ainda mais a presença da legenda na Assembleia Legislativa.

Na Câmara Municipal de Campo Grande, o Podemos mantém apenas dois representantes: os vereadores Ronilço Guerreiro e Clodoilson Pires.

Controle político e estratégia

Mesmo com a estrutura reduzida, Soraya segue como principal liderança do Podemos no Estado e agora terá liberdade para conduzir o partido dentro de um projeto eleitoral mais amplo.

A decisão de permanecer na sigla, após flertar com o PSB — que tem como principais nomes nacionais o vice-presidente Geraldo Alckmin e o prefeito do Recife João Campos — mostra que a senadora optou por manter o controle político da legenda em Mato Grosso do Sul, em vez de migrar para um novo ambiente partidário.