Decisão do TJMS homologa entendimento do STJ e atinge também outros 14 investigados
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) decidiu manter o monitoramento eletrônico do prefeito afastado de Terenos, Henrique Budke (PSDB) por mais 90 dias. A medida, que segue até junho, foi homologada com base em decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e amplia o cerco judicial sobre o tucano.
A decisão foi assinada pelo desembargador Jairo Roberto de Quadros, da Seção Especial Criminal, e publicada na edição desta segunda-feira (30) do Diário da Justiça Eletrônico.
A prorrogação não atinge apenas Budke. Ao todo, outros 14 investigados também seguem obrigados a utilizar tornozeleira eletrônica.
Lista de monitorados
Além do prefeito afastado, continuam sob monitoramento:
Arnaldo Santiago, empresário
Cleberson José Chavoni Silva, empresário
Eduardo Schoier, empresário
Fábio André Hoffmeister Ramires, policial militar e empresário
Fernando Seiji Alves Kurose, empresário
Genilton da Silva Moreira, empresário
Hander Luiz Correa Grote Chaves, empresário
Isaac Cardoso Bisneto, ex-secretário municipal de Obras e Infraestrutura
Leandro Cícero de Almeida Brito, engenheiro
Nádia Mendonça Lopes, empresária
Orlei Figueiredo Lopes, comerciante
Sandro José Bortoloto, empresário
Sansão Inácio Rezende, empresário
Valdecir Batista Alves, empresário
Recado direto da Justiça
No despacho, o magistrado foi direto ao alertar que qualquer descumprimento das medidas cautelares pode resultar na decretação da prisão preventiva dos investigados.
O endurecimento do tom reforça que, apesar de responderem em liberdade, os alvos da investigação seguem sob vigilância rígida do Judiciário.
Afastamento prolongado
Henrique Budke está afastado da Prefeitura de Terenos desde setembro de 2025, e a nova decisão indica que sua situação jurídica segue indefinida, sem previsão de retorno ao cargo no curto prazo.
A manutenção da tornozeleira eletrônica evidencia que o caso ainda é tratado com cautela pela Justiça, que opta por manter as restrições enquanto o processo segue em andamento.
Pressão política e jurídica
Com o afastamento prolongado e as medidas cautelares mantidas, o cenário político em Terenos continua sob instabilidade.
A permanência de Budke fora do cargo, somada à vigilância eletrônica, amplia a pressão não apenas sobre o prefeito, mas também sobre o grupo político ao qual ele está ligado em um momento em que decisões judiciais seguem ditando o ritmo da administração municipal.