Movimento alinha projeto político com o irmão, Fábio Trad, pré-candidato ao governo pelo PT
O vereador de Campo Grande e ex-prefeito, Marquinhos Trad, definiu seu novo rumo político na noite desta sexta-feira santa (3). Em meio à janela partidária, ele oficializou sua filiação ao Partido Verde e confirmou que será pré-candidato a deputado federal nas eleições de 2026.
A decisão marca uma mudança estratégica importante: ao invés de disputar cargos majoritários, Trad agora mira uma vaga na Câmara dos Deputados, buscando reposicionamento político após o ciclo eleitoral anterior.
Além da troca de partido, o movimento também reposiciona o ex-prefeito dentro de um novo arranjo político familiar. Marquinhos optou por integrar a federação partidária na qual seu irmão, Fábio Trad, deverá encabeçar a chapa como candidato ao governo do Estado, pelo Partido dos Trabalhadores.
O cenário representa uma inversão em relação ao pleito de 2022. Naquele ano, Marquinhos Trad foi candidato ao governo de Mato Grosso do Sul, enquanto Fábio Trad disputava uma vaga como deputado federal. Nenhum dos dois obteve êxito nas urnas: Marquinhos não foi eleito governador, e Fábio não conseguiu a reeleição para a Câmara.
Agora, quatro anos depois, os papéis se invertem. Fábio assume a condição de candidato ao governo, enquanto Marquinhos, atualmente vereador, busca uma vaga na Câmara Federal, em uma tentativa conjunta de reconstrução política da família Trad no Estado.
Em seu discurso, Marquinhos reforçou que a mudança partidária não representa ruptura ideológica, mas sim uma continuidade de princípios. “Andando pelas ruas, o que mais tenho escutado das pessoas é a saudade de um tempo em que as coisas aconteciam na nossa terra. Por isso, tomei essa decisão com responsabilidade, diálogo e, acima de tudo, coerência com os princípios que sempre defendi. Justiça social, oportunidades para todos”, afirmou.
Ele também destacou: “Mudo de partido, mas não mudo meus valores e os meus princípios”.
Nos bastidores, a leitura é de que a movimentação foi cuidadosamente calculada dentro da janela eleitoral, mirando não apenas viabilidade eleitoral, mas também alinhamento estratégico com a nova configuração política estadual.