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Operação Lucro Espúrio: PF mira fraudes milionárias em contratos da UFMS

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (9), a segunda fase da Operação Lucro Espúrio, que investiga um esquema de fraudes em licitações e contratos administrativos envolvendo a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

O foco da apuração são contratos ligados ao fornecimento de refeições subsidiadas pelo governo federal, destinadas a estudantes em situação de vulnerabilidade — política pública voltada à permanência universitária.

De acordo com a PF, há indícios de apropriação indevida de recursos públicos, a partir da simulação de consumo de refeições que, na prática, não teriam sido efetivamente fornecidas.

Nesta fase da operação, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, além de medidas judiciais de sequestro, arresto e bloqueio de cerca de R$ 6 milhões em bens móveis e imóveis pertencentes aos investigados e empresas envolvidas.

Os alvos da investigação, cujos nomes não foram divulgados, também sofreram medidas cautelares, como:

– proibição de contratar com o poder público

– suspensão de contratos administrativos vigentes

Uso indevido de carteirinhas de alunos

Um dos pontos centrais da investigação surgiu a partir da análise de materiais apreendidos na primeira fase da operação.

Segundo a Polícia Federal, foram encontrados arquivos contendo dados de cerca de 150 estudantes, incluindo carteirinhas que estariam sendo utilizadas para simular diariamente a retirada de refeições subsidiadas.

Na prática, o esquema permitiria justificar repasses financeiros com base em um consumo fictício, gerando prejuízo aos cofres públicos.

“Nos materiais apreendidos na primeira fase, encontrou-se arquivos de carteirinhas de cerca de 150 alunos, que eram utilizadas diariamente para simular uma falsa aquisição de refeição subsidiada pelo governo”, informou a PF em nota.

A investigação segue em andamento e deve aprofundar o rastreamento financeiro dos contratos e dos envolvidos. A operação reforça o cerco a irregularidades em programas sociais sensíveis, especialmente aqueles voltados à assistência estudantil dentro de universidades públicas.