Redação do O Contribuinte questionou o instituto após ausência de dados; silêncio aumentou desconfiança
O Instituto Veritá chamou atenção em todo o Brasil ao divulgar uma série de pesquisas eleitorais para presidente, governos estaduais e Senado. No entanto, um detalhe específico passou a levantar questionamentos: Mato Grosso do Sul foi o único estado onde o levantamento não apareceu.
A ausência chama ainda mais atenção porque o instituto realizou uma pesquisa nacional robusta, ouvindo 40.500 pessoas entre os dias 13 de março e 4 de abril, com margem de erro de um ponto percentual e nível de confiança de 95%. O estudo, registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apontou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com 35,9% das intenções de voto, seguido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 33,2%.
Enquanto os números nacionais e de outros estados foram divulgados normalmente, nenhuma pesquisa referente a Mato Grosso do Sul foi publicada, nem nas redes sociais do instituto, nem registrada oficialmente — o que destoa do padrão adotado pelo Veritá no restante do país.
A expectativa era grande. Nos bastidores políticos, havia a informação de que o levantamento para o governo do Estado e para o Senado seria divulgado na mesma semana em que os demais estudos vieram a público.
A reportagem do O Contribuinte entrou em contato com o Instituto Veritá, que afirmou, em um primeiro momento, que a pesquisa de Mato Grosso do Sul teria sido “barrada” e que a divulgação ocorreria ainda nesta semana.
O prazo, no entanto, passou — e a pesquisa não apareceu.
Após o instituto concluir a divulgação dos levantamentos em todo o Brasil, a redação voltou a procurar a empresa para esclarecer o motivo da ausência de Mato Grosso do Sul no pacote de pesquisas. Desta vez, não houve resposta.
O silêncio aumentou a curiosidade e também a desconfiança nos bastidores. Afinal, por que justamente Mato Grosso do Sul ficou de fora, sendo o único estado sem divulgação?
Sem registro no TSE, sem publicação oficial e sem explicações atualizadas por parte do instituto, o caso segue em aberto — e deve continuar gerando questionamentos no meio político sul-mato-grossense.
Até o momento, o Veritá não esclareceu se houve problema técnico, jurídico, estratégico ou outro fator que justifique a ausência dos dados.
Enquanto isso, a pergunta segue no ar: por que a pesquisa simplesmente não saiu em Mato Grosso do Sul?