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Veto à dosimetria: veja como votaram os deputados de MS

Bancada sul-mato-grossense se divide entre governo e oposição na derrubada de veto de Lula

O Congresso Nacional impôs mais uma derrota ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao derrubar o veto integral ao chamado PL da dosimetria, projeto que altera critérios de cálculo de penas e progressão de regime.

Na Câmara dos Deputados, o veto foi rejeitado por 318 votos a 144, com cinco abstenções. Já no Senado, o placar foi de 49 votos favoráveis à derrubada contra 24 pela manutenção.

Como votaram os deputados de MS

A bancada federal de Mato Grosso do Sul apresentou divisão clara entre apoio ao governo e oposição:

Camila Jara (PT) – manutenção do veto

Geraldo Resende (União Brasil) – manutenção do veto

Vander Loubet (PT) – manutenção do veto

Beto Pereira (Republicanos) – derrubada do veto

Dr. Luiz Ovando (PP) – derrubada do veto

Marcos Pollon (PL) – derrubada do veto

Rodolfo Nogueira (PL) – derrubada do veto

Dagoberto Nogueira (PP) – não votou

A proposta tem impacto direto sobre condenações relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023, além de possíveis efeitos em outros tipos de crime. O texto estabelece mudanças como a aplicação do chamado concurso formal, em que prevalece apenas a pena mais grave — sem a soma de condenações — e reduz o tempo mínimo para progressão de regime.

Antes da votação, o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), retirou trechos do projeto considerados conflitantes com a legislação vigente, especialmente para evitar flexibilizações em crimes como feminicídio, milícia privada e crimes hediondos. Com isso, esses pontos não foram analisados.

Mesmo assim, a decisão gerou reação da base governista, que classificou o projeto como inconstitucional e criticou o chamado “fatiamento” da proposta.

Com a derrubada do veto, o texto segue para promulgação e deve se tornar lei, sem os dispositivos considerados prejudicados.