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Três Lagoas e Campo Grande têm chuva acima da média, enquanto outras áreas seguem secas em MS

Os primeiros dias de junho em Mato Grosso do Sul têm sido marcados por um cenário climático bastante desigual. Enquanto cidades como Campo Grande e Três Lagoas já registram volumes de chuva acima da média histórica para todo o mês, outras regiões do Estado ainda acumulam índices baixos de precipitação, evidenciando uma distribuição irregular das chuvas.

De acordo com levantamento do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), vinculado à Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), os maiores acumulados foram observados nas regiões central e leste do Estado. Em alguns municípios, o volume registrado em apenas 15 dias já ultrapassa a média climatológica prevista para todo o mês de junho.

Em Três Lagoas, o acumulado chegou a 129,2 milímetros entre os dias 1º e 15 de junho, valor que representa mais do que o triplo da média histórica do município para o período. Em Campo Grande, os registros variaram conforme os pontos de medição, com acumulados próximos de 119 milímetros, também acima da média mensal esperada, que gira em torno de 47 milímetros.

Outros municípios, como Paranaíba, Inocência, Bonito e Aquidauana, também apresentaram volumes expressivos, todos acima dos padrões históricos para o mês. Em alguns casos, os índices ultrapassaram o dobro ou até o triplo do esperado, reforçando a intensidade das chuvas registradas neste início de inverno climático na região.

Por outro lado, o cenário é bastante diferente em áreas do Pantanal, do sudoeste e do norte do Estado. Nessas regiões, os acumulados variam de índices muito baixos a valores próximos de zero em alguns pontos de monitoramento, o que evidencia a irregularidade da distribuição das precipitações.

Segundo o Cemtec, essa variação espacial das chuvas é característica de períodos de transição climática, quando sistemas meteorológicos atuam de forma localizada, provocando temporais intensos em algumas áreas e pouca ou nenhuma chuva em outras.

Especialistas apontam que esse padrão pode trazer impactos distintos para o Estado. Enquanto o excesso de chuva pode gerar alagamentos, erosão e transtornos urbanos em algumas cidades, a falta de precipitação em outras regiões pode afetar o solo e atividades agropecuárias, especialmente em áreas mais dependentes da regularidade das chuvas.

A tendência, segundo os modelos meteorológicos, é de manutenção desse comportamento irregular ao longo das próximas semanas, com novos episódios de instabilidade alternados com períodos de tempo mais seco em diferentes regiões de Mato Grosso do Sul.