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Lula confunde Mato Grosso do Sul com Mato Grosso durante evento em Três Lagoas e é corrigido pela plateia

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), protagonizou uma gafe durante agenda oficial em Três Lagoas, na manhã desta quinta-feira (25), ao confundir Mato Grosso do Sul com o Estado de Mato Grosso durante seu discurso.

O episódio ocorreu enquanto o presidente falava sobre investimentos destinados aos municípios. Ao citar as cidades da região, Lula afirmou: “qualquer cidade aqui do Mato Grosso”.

A declaração provocou reação imediata da plateia, que gritou “do Sul”, em uma tentativa de corrigir o equívoco do presidente. Lula, no entanto, aparentemente não percebeu a intervenção do público e prosseguiu normalmente com a fala, sem retificar a informação.

A confusão entre Mato Grosso do Sul e Mato Grosso é considerada uma das gafes recorrentes envolvendo autoridades nacionais que visitam o Estado, situação frequentemente criticada por lideranças locais e pela população sul-mato-grossense por ignorar a identidade própria da unidade da Federação, criada em 1977.

Apesar do episódio, a cerimônia teve como principal objetivo oficializar a assinatura dos contratos para a conclusão da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), empreendimento da Petrobras que permaneceu paralisado por aproximadamente 11 anos.

Durante o discurso, Lula criticou a interrupção da obra e afirmou que a paralisação não se justificava.

“Não tem explicação sobre o tempo que essa obra ficou parada. Uma coisa é você não começar uma obra, outra é você ter quase 85% da estrutura pronta e não concluir, e o Brasil pagando preços absurdos para importar fertilizantes que poderiam ser produzidos no país”, declarou o presidente.

Segundo a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, a retomada das obras está prevista para começar em julho. O investimento anunciado supera R$ 5 bilhões, com expectativa de geração de aproximadamente 8 mil empregos diretos e indiretos durante a fase de construção.

A previsão é que a UFN-III entre em operação em 2029, reforçando a produção nacional de fertilizantes nitrogenados e reduzindo a dependência brasileira das importações do setor.