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Operação contra facções cumpre mandados em MS e outros 15 estados

Mato Grosso do Sul está entre os 16 estados que participam da Operação Força Integrada III, deflagrada nesta quarta-feira (8) pelas Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs). Em Campo Grande, equipes das forças de segurança cumprem mandados judiciais como parte da ofensiva nacional que busca desarticular organizações criminosas envolvidas com tráfico de drogas, tráfico de armas, homicídios, lavagem de dinheiro e outros crimes.

Ao todo, a operação prevê o cumprimento de 274 mandados judiciais em diversas regiões do país, sendo 93 mandados de prisão e 181 de busca e apreensão, além de medidas de bloqueio de bens e sequestro de patrimônio de integrantes das facções investigadas.

A ação reúne policiais federais, civis, militares e penais, além de outros órgãos de segurança pública, em uma força-tarefa coordenada para enfraquecer tanto a atuação operacional quanto a estrutura financeira das organizações criminosas.

Em Mato Grosso do Sul, as diligências incluem Campo Grande, onde equipes realizam o cumprimento de ordens judiciais expedidas no âmbito das investigações. Até o momento, as autoridades não divulgaram detalhes sobre os alvos específicos nem o número de mandados destinados ao Estado, já que a operação segue em andamento.

Segundo a Polícia Federal, o objetivo é desarticular grupos criminosos com atuação interestadual, responsáveis por crimes como tráfico de entorpecentes, comércio ilegal de armas, lavagem de dinheiro, homicídios, roubos e outros delitos que alimentam a atuação das facções em diferentes regiões do Brasil.

Além de Mato Grosso do Sul, a operação ocorre simultaneamente em outros 15 estados, evidenciando o alcance nacional das investigações e a integração entre as forças de segurança no combate ao crime organizado.

A Operação Força Integrada III integra uma estratégia permanente de cooperação entre os órgãos de segurança pública para ampliar o compartilhamento de informações de inteligência, localizar lideranças criminosas, interromper fluxos financeiros das facções e reduzir a atuação dessas organizações em todo o território nacional.

As investigações continuam, e a expectativa é de que o material apreendido durante o cumprimento dos mandados dê origem a novas fases da operação e contribua para aprofundar as apurações sobre a estrutura e o funcionamento das facções criminosas.