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EUA desvinculam Flávio Bolsonaro do tarifaço e apontam decisões de Moraes como um dos motivos da medida

Jamieson Greer afirma que medidas judiciais contra plataformas americanas, além de questões comerciais e regulatórias, pesaram na decisão do governo Trump; representante também afasta relação da medida com Flávio Bolsonaro.

O governo dos Estados Unidos apresentou novos argumentos para justificar a imposição da tarifa de 25% sobre produtos brasileiros e, desta vez, desvinculou a decisão de qualquer relação com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Durante manifestação oficial, o representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer, afirmou que a medida foi motivada por uma série de fatores envolvendo a relação comercial entre os dois países, além de decisões do Judiciário brasileiro.

Entre os pontos destacados pelo representante americano estão decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinaram multas diárias contra plataformas digitais americanas e outras medidas envolvendo grandes empresas de tecnologia sediadas nos Estados Unidos.

Segundo Greer, essas decisões passaram a integrar o conjunto de preocupações do governo americano ao lado de barreiras comerciais, questões regulatórias e outros entraves considerados prejudiciais às empresas norte-americanas.

Ao mesmo tempo, o representante comercial procurou afastar a interpretação de que o novo tarifaço teria sido adotado em razão de Flávio Bolsonaro ou de disputas envolvendo o cenário político brasileiro.

A manifestação ocorre poucas horas após outro integrante do governo Trump, o secretário de Estado Marco Rubio, responsabilizar diretamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela deterioração das negociações entre os dois países.

Os dois pronunciamentos, feitos em sequência por integrantes da administração americana, reforçam a estratégia da Casa Branca de apresentar publicamente os motivos que levaram Washington a restabelecer a tarifa de 25% sobre a maior parte das importações brasileiras.

Enquanto Rubio concentrou as críticas na condução política e diplomática do governo Lula, Jamieson Greer destacou questões ligadas ao ambiente regulatório brasileiro, decisões judiciais envolvendo empresas americanas de tecnologia e disputas comerciais.

Os posicionamentos representam mais uma escalada na tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos e indicam que o governo Trump pretende sustentar a medida tanto sob argumentos econômicos quanto institucionais.