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Corumbá acende alerta após aumento de vírus respiratórios entre crianças pequenas

As crianças de até 4 anos são o grupo mais afetado pelos vírus respiratórios em Corumbá, conforme aponta o mais recente boletim epidemiológico divulgado pelas autoridades de saúde do município. O cenário reforça o alerta para a circulação de doenças típicas do período de inverno e mobiliza os serviços de saúde para prevenir o agravamento dos casos.

Segundo os dados, a maior concentração de registros ocorre justamente na faixa etária mais vulnerável às complicações provocadas por vírus como Influenza, Vírus Sincicial Respiratório (VSR), rinovírus e outros agentes que costumam aumentar sua circulação nesta época do ano. Crianças pequenas possuem um sistema imunológico ainda em desenvolvimento, o que eleva o risco de evolução para quadros como bronquiolite e pneumonia.

Diante desse cenário, a Secretaria Municipal de Saúde orienta pais e responsáveis a manterem a vacinação em dia, evitar o contato das crianças com pessoas que apresentem sintomas gripais, reforçar a higiene das mãos e procurar atendimento médico diante de sinais como febre persistente, dificuldade para respirar, sonolência excessiva ou recusa para se alimentar.

A recomendação também é evitar a automedicação e manter atenção especial aos bebês e crianças menores de dois anos, considerados um dos públicos com maior risco de hospitalização por infecções respiratórias. Em Mato Grosso do Sul, o Estado ampliou neste ano as estratégias de prevenção, incluindo a imunização contra o Vírus Sincicial Respiratório para o público indicado, medida voltada justamente à redução dos casos mais graves de bronquiolite.

O aumento dos casos em Corumbá acompanha um cenário observado em outras regiões do Estado durante os meses mais frios. Com a queda das temperaturas, é comum haver maior circulação de vírus respiratórios, o que exige atenção redobrada das famílias e dos serviços de saúde, especialmente em relação às crianças pequenas, idosos e pessoas com doenças crônicas.

As autoridades de saúde reforçam que medidas simples, como manter os ambientes ventilados, higienizar frequentemente as mãos, evitar aglomerações quando houver sintomas e atualizar a caderneta de vacinação, continuam sendo as formas mais eficazes de reduzir a transmissão e proteger os grupos mais vulneráveis.