Candidata a deputada estadual afirmou que famílias e cristãos precisam se unir em defesa da vida, da fé e da bandeira verde e amarela.
A ativista conservadora Vivi Tobias teve sua candidatura a deputada estadual oficializada neste sábado, 1º de agosto, durante a Convenção Estadual do Partido Liberal, em Campo Grande.
Com o nome confirmado para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Vivi fez um dos discursos mais duros e ideológicos do evento. A candidata apresentou a eleição de 2026 como uma disputa que ultrapassa o campo partidário e envolve, segundo ela, uma guerra cultural e espiritual em defesa da família, da fé cristã e do legado político do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Logo no início da fala, Vivi convocou os integrantes da direita à união e colocou como prioridade a derrota do PT e a eleição de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
“Hoje nós temos uma grande missão, na verdade, a partir de agora. É a união de todo mundo, porque nós precisamos tirar o PT do poder e continuar o legado de Jair Messias Bolsonaro. Eleger Flávio Bolsonaro.”
A declaração reforça o alinhamento da candidata com o projeto nacional do PL. Nos últimos dias, Vivi também participou da convenção nacional da legenda, em São Paulo, e apareceu ao lado de Flávio Bolsonaro durante o evento que oficializou sua candidatura ao Palácio do Planalto.
“A direita começou através da batalha”
Em um dos trechos mais fortes do pronunciamento, Vivi afirmou que a direita brasileira não surgiu de acordos partidários ou de articulações de gabinete, mas de embates políticos e culturais travados nos últimos anos.
“A direita não começou através de acordo, ela não começou em um gabinete. Ela começou através de batalha, de guerra cultural.”
Na sequência, a candidata fez referência ao atentado sofrido por Jair Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018.
“Ela começou quando Bolsonaro tomou uma facada e derramou sangue por todos nós.”
A fala foi utilizada para sustentar a tese de que o movimento conservador teria sido construído por meio de enfrentamentos, mobilizações populares e reação de famílias que se sentiram atacadas por pautas defendidas pela esquerda.
Guerra cultural e espiritual
Ao longo do discurso, Vivi apresentou sua candidatura como parte de uma disputa ideológica mais ampla. A candidata citou a defesa da família, da fé cristã, da vida desde a concepção e o combate à chamada ideologia de gênero nas escolas.
“As famílias se levantaram quando foram ridicularizadas pela esquerda. As famílias se levantaram quando viram a sua fé sendo debochada pela esquerda.”
Ela também afirmou que o movimento conservador surgiu como resposta às mudanças culturais e às pautas progressistas.
“As famílias se levantaram para combater a ideologia de gênero dentro das escolas, para combater o aborto.”
A candidata classificou Mato Grosso do Sul como uma terra de valores cristãos e reforçou sua posição contrária ao aborto.
“Mato Grosso do Sul é terra de Santa Cruz, e nós somos pró-vida e contra o assassinato de crianças dentro do ventre de suas mães.”
As declarações colocam Vivi entre os nomes do PL que pretendem levar para a Assembleia Legislativa um discurso diretamente ligado às pautas conservadoras que ganharam espaço na política brasileira a partir da ascensão de Jair Bolsonaro.
Defesa do legado de Bolsonaro
Vivi repetiu, em diferentes momentos, que sua candidatura terá como uma das principais bandeiras a preservação do legado político e ideológico de Jair Bolsonaro.
“A direita tem que continuar o legado, porque a gente não aguenta mais.”
Para a candidata, esse legado passa não apenas pela defesa do ex-presidente, mas pela continuidade de um projeto político baseado em valores cristãos, oposição ao PT e enfrentamento às pautas da esquerda.
“Unidos, vamos caminhar juntos, porque o propósito é único. É continuar o legado, o legado cristão para o nosso país.”
A repetição da palavra “legado” não foi por acaso. Vivi procurou conectar diretamente sua candidatura estadual ao projeto presidencial de Flávio Bolsonaro, apresentado pelo PL como sucessor político do pai e responsável por manter mobilizada a base conservadora.
Apoio a Flávio Bolsonaro
No encerramento do discurso, Vivi transformou a disputa presidencial em uma escolha simbólica entre dois modelos de país.
A candidata contrapôs a bandeira vermelha, que associou ao comunismo, ao aborto e à ideologia de gênero, à bandeira verde e amarela defendida pela direita.
“Qual bandeira você quer para o seu país? Uma bandeira vermelha, comunista, bandeira que defende o aborto, essa bandeira que defende a ideologia de gênero? Não queremos isso.”
Na sequência, declarou apoio direto a Flávio Bolsonaro:
“Em outubro nós queremos acordar em um país de bandeira verde e amarela, com Flávio Bolsonaro.”
A declaração consolida Vivi como uma das candidatas do PL em Mato Grosso do Sul mais diretamente ligadas à campanha presidencial do partido.
Da militância à candidatura oficial
Antes de ter o nome oficializado, Vivi Tobias já vinha percorrendo municípios de Mato Grosso do Sul, participando de manifestações da direita, atos em defesa da família e eventos nacionais do campo conservador.
Na semana anterior à convenção estadual, ganhou projeção ao participar de uma agenda no comitê de Flávio Bolsonaro e, no dia seguinte, da convenção nacional do PL, onde posou ao lado do candidato à Presidência.
Agora oficialmente candidata, Vivi tenta transformar a atuação como ativista conservadora em votos para chegar à Assembleia Legislativa.
Em sua fala final, apresentou-se ao público e reafirmou o campo político que pretende representar:
“Meu nome é Vivi Tobias, sou candidata a deputada estadual da direita do PL. Eu também sou do Mato Grosso do Sul.”
Com a candidatura homologada, Vivi entra oficialmente na disputa de 2026 com um discurso centrado na guerra cultural, na defesa da vida, da família e da fé cristã, além do compromisso de atuar na Assembleia Legislativa como uma das representantes do projeto político liderado nacionalmente por Flávio Bolsonaro.