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MP diz que empresas milionárias de Paulo não tinham funcionários para executar serviços

Gecoc afirma que CNPJs receberam para executar atividades complexas e permanentes, mas várias empresas não possuíam nenhum empregado formal e outras mantinham apenas um trabalhador.

Empresas relacionadas a Paulo da Cruz Duarte receberam milhões de reais da Santa Casa Saúde para executar atividades administrativas, comerciais e assistenciais, mas, segundo o Ministério Público, não possuíam quadro de funcionários compatível com a dimensão dos serviços contratados.

Esse é outro ponto relevante do relatório da Operação Antidotum ainda pouco explorado.

O Gecoc afirma que diferentes empresas compartilhavam controle, endereço, instalações, meios operacionais e estrutura.

E acrescenta:

“Diversas pessoas jurídicas não possuíam qualquer empregado formalmente vinculado e outras mantinham apenas um trabalhador.”

Apesar disso, segundo o relatório, eram remuneradas para executar atividades complexas, permanentes e de grande escala.

MP questiona fragmentação em vários CNPJs

Para os investigadores, a existência de diferentes empresas não representava estruturas empresariais verdadeiramente autônomas.

O relatório afirma que a fragmentação teria servido para:

“multiplicar contratos, diversificar os pagamentos e ocultar a unidade real da operação.”

Atuação abrangia praticamente toda a operação

As empresas apareciam em serviços de cobrança, comercialização de planos, administração de benefícios, entrevistas qualificadas, telemedicina, publicidade e outras atividades.

Segundo o relatório, mesmo sem pessoal próprio compatível, foram inseridas em áreas estratégicas da operadora.

Pagamentos milionários

Somente em 2025, as empresas vinculadas a Paulo receberam, segundo o MP, R$ 9.617.738,49.

O mesmo relatório registra prejuízo superior a R$ 3,5 milhões na Santa Casa Saúde naquele exercício.

A investigação tenta agora determinar quais serviços efetivamente foram prestados e qual estrutura material existia para executá-los.

Uma história anterior à operação

O Contribuinte vinha mostrando antes da Antidotum o crescimento de empresas no setor de saúde relacionadas a Paulo e a antiga relação profissional dele com Alir.

O relatório acrescenta agora uma informação fundamental: não é apenas quantas empresas existiam, mas qual capacidade operacional cada uma teria para executar os contratos que recebeu.

Situação de Paulo

Paulo da Cruz Duarte não foi preso.

Ele foi alvo de busca e apreensão e teve determinado judicialmente seu afastamento cautelar da Santa Casa e da Santa Casa Saúde.