(67) 9 9689-6297 | ocontribuintebr@gmail.com

Riedel vira alvo no 1º bloco, enquanto Fábio Trad e Lucien trocam acusações no Debate Midiamax

Corrupção, segurança, educação, infraestrutura, questão indígena e agricultura familiar dominaram as primeiras rodadas; O Contribuinte acompanha o debate em tempo real.

O primeiro bloco do Debate Midiamax entre os oito candidatos ao Governo de Mato Grosso do Sul começou em ritmo de confronto e colocou o governador Eduardo Riedel (PP), candidato à reeleição, no centro de boa parte das críticas feitas pelos adversários na noite desta segunda-feira (21).

Corrupção, segurança pública, educação, infraestrutura, situação das comunidades indígenas e agricultura familiar apareceram nas primeiras rodadas, realizadas com tema livre.

O Portal O Contribuinte acompanha o debate em tempo real e reúne os principais momentos da noite. Nesta terça-feira, o portal também fará um resumão do confronto, recuperando declarações, propostas, embates e episódios que marcaram o encontro.

Logo na abertura, Renato Gomes (DC) escolheu Fábio Trad (PT) para responder sobre segurança e corrupção.

Na formulação da pergunta, Renato mencionou casos envolvendo áreas da administração pública e chegou a afirmar, sem apresentar nomes naquele momento, que haveria participante do debate “comprando prefeitos”.

Trad aproveitou a resposta para direcionar as críticas à atual administração estadual.

O candidato do PT classificou como “corrupção generalizada” os episódios que atribuiu ao governo, citando áreas como Saúde e Detran. Também criticou a condução da segurança pública e falou sobre condições de trabalho enfrentadas pelos policiais.

As afirmações representam acusações feitas pelos candidatos durante o debate e não uma conclusão independente do O Contribuinte.

Professores colocam Riedel diretamente no confronto

O governador entrou diretamente na rodada quando foi questionado por Jeferson Bezerra (Agir) sobre a situação dos professores e as diferenças entre profissionais concursados e convocados.

Riedel respondeu afirmando que o Estado trabalha para reduzir essa diferença e sustentou que professores efetivos de Mato Grosso do Sul recebem remuneração de aproximadamente R$ 13 mil, segundo os números apresentados pelo próprio governador durante o debate.

Ele também citou a abertura de concurso público e disse ter como objetivo ampliar a participação de professores efetivos na rede estadual.

Jeferson rebateu afirmando que os problemas permanecem e cobrou mudanças caso Riedel consiga um novo mandato.

Riedel leva segurança para o debate

Na rodada seguinte, os papéis se inverteram.

Riedel perguntou a Jeferson quais medidas adotaria para combater o tráfico de drogas e o crime organizado diante dos 1.365 quilômetros de fronteira de Mato Grosso do Sul com Bolívia e Paraguai.

Jeferson defendeu maior valorização dos profissionais de segurança, fortalecimento das delegacias e estrutura para a Polícia Civil.

Riedel respondeu citando o efetivo existente no Estado e concursos em andamento.

Buracos entram no debate

Outro confronto que chamou atenção envolveu João Henrique Catan (Novo) e Daniel Lemes (PCO).

Catan questionou Daniel sobre infraestrutura e asfalto.

Daniel partiu para críticas contundentes à administração estadual e associou a situação das vias públicas ao que chamou de continuidade de um mesmo grupo político no poder.

Durante a fala, acusou Riedel de não cumprir promessas e chamou o governador de “mentiroso”.

Catan aproveitou sua réplica para apresentar uma de suas propostas: criar uma agência estadual ligada à mineração, além de estrutura pública para produção de asfalto e concreto.

Segundo ele, o objetivo seria reduzir custos e diminuir a dependência de empreiteiras privadas.

Questão indígena gera outro embate

Daniel Lemes também questionou Catan sobre a situação da população indígena em Mato Grosso do Sul e criticou a atuação do atual governo.

Catan respondeu defendendo uma política de integração econômica das comunidades indígenas, acesso a incentivos e possibilidade de produção nas próprias terras.

Também ampliou a resposta para temas como violência contra a mulher e atendimento nas delegacias.

Daniel voltou a cobrar atenção às comunidades indígenas e criticou novamente a administração de Eduardo Riedel.

PT e PSOL trocam acusações

Mas um dos episódios mais políticos do primeiro bloco aconteceu entre duas candidaturas situadas no campo da esquerda.

Fábio Trad perguntou a Lucien Rezende (PSOL) sobre a economia do Estado e argumentou que o crescimento e a riqueza apresentados pelo governo não teriam chegado à população.

Lucien respondeu mirando o próprio PT.

O candidato do PSOL afirmou que integrantes do partido de Fábio participaram do governo e questionou como a administração poderia ser considerada ruim agora se aliados petistas estiveram anteriormente ligados à gestão.

Trad reagiu lembrando posições políticas adotadas por ele em defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e acusou Lucien de ter defendido voto nulo no segundo turno estadual de 2022.

O confronto subiu de tom quando Lucien mencionou a posição de Fábio no processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff.

Trad, por sua vez, citou o ex-candidato do PSOL Adonis Marcos, que posteriormente ocupou função no governo estadual, e provocou Lucien perguntando se ele estaria buscando uma futura “boquinha”.

Foi uma das trocas mais diretas do primeiro bloco e expôs divergências entre duas candidaturas que disputam espaço dentro de um eleitorado de esquerda.

Agricultura familiar fecha o bloco

Lucien terminou o primeiro bloco questionando Delcídio Amaral (PRD) sobre agricultura familiar.

Delcídio respondeu defendendo políticas para pequenos e médios produtores e afirmou que a divisão entre esquerda e direita no Brasil seria, em suas palavras, “só placa de trânsito”.

Lucien propôs a implantação de cinturões verdes em municípios para aumentar a produção local e tentar reduzir o custo dos alimentos.

Delcídio concluiu defendendo políticas públicas que atendam diferentes perfis de produtores rurais.

Com perguntas abertas e possibilidade de escolha dos adversários, o primeiro bloco cumpriu exatamente aquilo que esse tipo de debate pode oferecer ao eleitor: candidatos submetidos às mesmas regras, diante uns dos outros e obrigados a responder questionamentos que nem sempre aparecem nos programas eleitorais.

O Contribuinte continua acompanhando o Debate Midiamax em tempo real e publica os principais acontecimentos da noite.

Nesta terça-feira, o portal fará um resumão especial com os melhores momentos, as principais propostas, os confrontos e as declarações que podem repercutir na reta final da eleição estadual.