Governador Eduardo Riedel, senadora Tereza Cristina e Capitão Contar participaram de mais de 20 minutos de conversa sobre eleição, agro, economia, segurança pública e fronteira
Mato Grosso do Sul ganhou espaço de destaque na super live realizada pelo candidato à Presidência Flávio Bolsonaro nesta quarta-feira (23). Durante mais de 20 minutos, o governador Eduardo Riedel, a senadora Tereza Cristina e o candidato ao Senado Capitão Contar participaram da transmissão e discutiram eleição, agronegócio, segurança pública, fronteira, sistema prisional e economia.
Logo na abertura do bloco dedicado ao Estado, Flávio apresentou os convidados como uma espécie de “seleção de Mato Grosso do Sul”.

“Estamos aqui, esta seleção de Mato Grosso do Sul, com a melhor ministra da Agricultura que esse país já viu, Tereza Cristina”, afirmou Flávio, antes de apresentar Riedel e Contar.
O tom eleitoral esteve presente durante toda a conversa.
Riedel afirmou que sua campanha trabalha pela candidatura presidencial de Flávio e defendeu a eleição de Capitão Contar e Reinaldo Azambuja para as duas vagas ao Senado.
“Vamos ter as duas vagas do Senado do PL, 221 e 222 no Mato Grosso do Sul. Nós vamos reeleger o governador e eleger os senadores”, declarou Riedel.
Questionado diretamente por Flávio se acreditava na possibilidade de vitória para o Governo do Estado já no primeiro turno, Riedel respondeu:
“Estamos trabalhando pra isso. Vai ser, se Deus quiser. Tamo trabalhando pra isso.”
Tereza Cristina também falou em crescimento da mobilização em torno da candidatura presidencial.
“Nacionalmente, tá crescendo, a onda tá crescendo. E lá tá ganhando força mais ainda”, disse.

Flávio reforça chapa de MS
Mais adiante, a própria produção da transmissão colocou na tela uma “colinha” eleitoral de Mato Grosso do Sul.
Flávio pediu votos para Capitão Contar, número 221, e Reinaldo Azambuja, 222, ao Senado, Eduardo Riedel, número 11, para governador, além de sua própria candidatura presidencial, número 22.
“Quem vota no Capitão Contar 221 tem que votar no Reinaldo Azambuja 222”, declarou.
Tereza Cristina afirmou que o grupo conseguiu reunir diferentes forças políticas de direita no Estado.
“Lá nós unimos a direita. Sentamos todos os partidos da direita e unimos a direita do Mato Grosso do Sul”, declarou a senadora.
A fala foi acompanhada por novos pedidos de votos para Riedel, Contar, Reinaldo e Flávio.

Agro domina parte da conversa
Tereza Cristina também participou de um dos momentos mais longos da transmissão, dedicado às dificuldades enfrentadas pelo agronegócio.
Ela criticou o contingenciamento de recursos destinados ao seguro rural e afirmou que a falta de previsibilidade aumenta o risco suportado pelo produtor.
Segundo Tereza, durante o governo Bolsonaro os recursos para essa finalidade chegaram a R$ 1 bilhão, mas posteriormente teriam voltado a patamares inferiores a R$ 500 milhões efetivamente disponíveis.
“Quando você tem esse seguro, a previsibilidade dele e o produtor pega o dinheiro, se depois o governo não paga, não coloca o recurso pra subvenção, quem paga o boleto? O produtor”, argumentou.
Riedel, que também abordou o assunto, relacionou a crise no campo às taxas de juros e à dificuldade de acesso ao crédito.
“Você entrega a fazenda, entrega para o banco e toma crédito e não vai conseguir pagar 18%, 19%, até 20% de juros”, afirmou.
O governador disse que o ambiente econômico precisa mudar para recuperar investimentos e ampliar a capacidade de crescimento do país.
Fronteira e segurança entram em pauta
Outro tema de destaque foi a segurança pública.
Contar lembrou que Mato Grosso do Sul possui uma extensa faixa de fronteira com Paraguai e Bolívia e defendeu maior presença da União no combate ao tráfico internacional de drogas.
“O nosso estado tem 1.400 quilômetros, só arredondando um pouquinho para cima, de fronteiras com Paraguai e com a Bolívia”, declarou.
Ele citou o DOF, Departamento de Operações de Fronteira, e afirmou que o Estado acaba arcando com parte relevante dos custos resultantes do combate ao narcotráfico.
“Quando o criminoso é preso, ele sobrecarrega o sistema estadual prisional. Então essa conta quem tá pagando é o Mato Grosso do Sul”, disse Contar.
Riedel complementou afirmando que as forças estaduais já enfrentam diretamente as organizações criminosas.
“Nós já estamos em guerra no Mato Grosso do Sul com essa turma”, declarou.
Segundo números mencionados pelo governador durante a live, cerca de 600 toneladas de drogas teriam sido apreendidas no Estado no ano anterior e aproximadamente 40% dos presos estariam relacionados ao tráfico.
Os dados foram apresentados por Riedel durante a transmissão.
Flávio defende endurecimento das leis
Flávio Bolsonaro utilizou o debate para defender penas mais duras para crimes patrimoniais e medidas mais rígidas contra organizações criminosas.
Ele também voltou a defender que facções como PCC e Comando Vermelho sejam enquadradas em uma legislação mais severa relacionada ao chamado narcoterrorismo.
O candidato presidencial ainda disse que pretende ampliar recursos e tecnologia destinados à segurança pública.
Contar afirmou que uma eventual bancada de senadores e deputados alinhada a Flávio apoiaria mudanças legislativas na área criminal.
“A nossa bancada federal de senadores e deputados federais vai estar contigo nesse reforço pra gente poder reduzir a maioridade penal, pra que a gente possa endurecer as leis contra criminosos”, declarou.
Momento descontraído
Em meio às discussões políticas, a live também teve espaço para brincadeiras.
Flávio contou ter ligação pessoal com Mato Grosso do Sul porque teria sido concebido quando seu pai, Jair Bolsonaro, servia em Nioaque.
“Minha vida foi iniciada no ventre da minha mãe em algum local muito romântico lá em Nioaque”, brincou.
No encerramento, a produção mostrou ainda uma meia verde e amarela utilizada por Tereza Cristina, com referência a Jair Bolsonaro.
“Dá orgulho, não dá? Ter uma senadora assim no nosso estado?”, comentou Riedel.

Com a saída da comitiva sul-mato-grossense para a entrada de representantes do Paraná, Flávio encerrou o bloco renovando os pedidos de votos para a chapa apoiada por seu grupo em Mato Grosso do Sul.