Um vexame histórico: por que patriotas não devem mais confiar em Donald Trump
O anúncio de que o governo Donald Trump retirou Alexandre de Moraes, sua esposa Viviane Barsi e a empresa Lex da lista de sanções da Lei Magnitsky precisa servir como alerta definitivo: a direita brasileira precisa esquecer Donald Trump.
O ex-presidente norte-americano, que por anos foi tratado como referência internacional pela direita no Brasil, mostrou mais uma vez que age única e exclusivamente pelos interesses dos Estados Unidos e nunca pelos valores ou pelas causas defendidas pelos conservadores do mundo.
O recuo é, sem rodeios, um vexame histórico. Em menos de seis meses, Trump transformou uma medida apresentada como rígida e moralizadora em um gesto político conveniente, abandonando qualquer pretensão de coerência. O discurso duro cedeu ao cálculo econômico, às pressões internas de seu governo e ao entendimento de que Bolsonaro já não representa mais um ativo político para Washington.
Trump agiu assim porque, para ele, a direita global não existe. Não há um projeto internacional de cooperação ideológica. Não há lealdade. Ele não tem — e nunca teve — um plano para o avanço do conservadorismo fora das fronteiras americanas. A prioridade dele é sua própria reeleição, sua economia, seus estrategistas e seus interesses.
Ao abandonar as sanções — celebradas por seus aliados brasileiros como marco histórico — Trump deixou claro que os conservadores do Brasil sempre foram apenas peças descartáveis em um tabuleiro maior. Um movimento brusco, rápido e sem qualquer consideração.
A verdade dói, mas precisa ser dita: Donald Trump não merece mais o respeito do brasileiro patriota.
A direita brasileira deve aprender com esse episódio. Não pode depender de líderes estrangeiros, nem se colocar como extensão de movimentos políticos de outros países. É hora de construir um projeto próprio, autônomo, sólido e independente. Trump fez a sua escolha — e não foi ao lado dos conservadores do Brasil.
O Brasil precisa seguir em frente. A direita brasileira precisa seguir em frente.
E, definitivamente, precisa fazê-lo sem Donald Trump.