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Agro abraça Tereza para compor possível ‘chapa dos sonhos’ com Tarcísio apoiada por Bolsonaro

Em um movimento que sacode as articulações para 2026, a senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura no governo Bolsonaro, conquista o coração do agronegócio como a vice ideal para o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em uma chapa abençoada pelo mito Jair Bolsonaro. Lideranças rurais, que impulsionam o PIB brasileiro com suor e inovação, veem na sul-mato-grossense o nome perfeito para unir conservadorismo raiz, eleitorado feminino e o poder do campo contra o socialismo petista. “Estaremos com Tarcísio, caso ele seja o candidato apoiado por Bolsonaro. O vice deve vir da federação União-PP, e Tereza é mais do que perfeita para nós, do agro: ponderada, de confiança e entende nossas bandeiras”, disparou o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, Pedro Lupion (PP-PR), em declaração que ecoa nos corredores do Congresso.

O apoio não é mero capricho. Tereza, que presidiu a Frente Parlamentar da Agropecuária e transformou o setor em motor da economia bolsonarista, representa o equilíbrio que a direita precisa: uma mulher combativa, moderada e com trânsito no Centrão, capaz de atrair eleitoras conservadoras cansadas das pautas woke de Lula e Janja. Com Tarcísio despontando como o “herdeiro” de Bolsonaro – após encontros recentes com o ex-presidente, mesmo sob a prisão domiciliar imposta pelo STF –, a chapa Tarcísio-Tereza surge como o antídoto ao desgoverno petista, que sufoca o agro com impostos e burocracia. “É a chapa dos sonhos: gestão comprovada em São Paulo com a força do campo para o Brasil todo”, avalia um articulador do PL, que sonha com a filiação de Tarcísio ao partido do capitão.

Mas nem tudo são flores no jardim conservador. Concorrentes como o senador Ciro Nogueira (PP-PI), que se autoproclama “ótimo nome” para vice segundo Valdemar Costa Neto, presidente do PL, e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro – mais cotada para o Senado pelo DF – disputam o posto. Ainda assim, o agro pesa: Tereza, que já foi ventilada como vice de Bolsonaro em 2022 para ampliar o arco eleitoral, é vista como curinga para equilibrar a chapa, dialogando com o bolsonarismo raiz sem radicalismos. Sua negação formal – “Ninguém é candidato a vice” – soa como jogo de xadrez político, enquanto pesquisas internas apontam que ela impulsiona 15% entre mulheres e produtores rurais.

Analistas de direita não escondem o otimismo: em meio à recuperação digital de Lula, mas com inflação e desemprego corroendo sua base, uma chapa como essa pode pulverizar o PT no Centro-Oeste e Sul. “Tereza não é só agro; é o contraponto à farsa progressista. Com ela, Tarcísio vira imbatível”, opina o colunista Augusto Nunes, em post que viralizou no X com 50 mil curtidas. Enquanto o Centrão diverge, o setor rural – pilar da vitória bolsonarista em 2018 – já escolheu seu lado. 2026 não será eleição: será revanche.