A informação publicada pelo colunista Lauro Jardim, de O Globo, acendeu um novo alerta no tabuleiro político de Brasília: a presidência do Banco do Brasil pode se tornar a moeda de troca para que Davi Alcolumbre facilite a aprovação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal.
Segundo Jardim, o presidente do Senado tem demonstrado forte interesse em ocupar — ou indicar um nome de confiança para — o comando do Banco do Brasil, posição que ele ambiciona há anos. Com a indicação de Messias em andamento, o tema volta ao centro das negociações políticas.
O Banco do Brasil vive um ano turbulento. Em 2025, acumulou resultados fracos em todos os balanços trimestrais, cenário que tem pressionado o governo a reavaliar a gestão atual. Ainda assim, analistas consideram improvável que um presidente escolhido como resultado direto de articulação política consiga reverter, de imediato, o desempenho negativo da instituição.
O portal O Contribuinte apurou que, nos bastidores, a possível troca é vista como uma movimentação de Alcolumbre para expandir sua influência dentro do governo federal, especialmente em um momento em que o Senado terá papel decisivo na sabatina e aprovação de Messias — atual advogado-geral da União e personagem do episódio do “Bessias” no governo Dilma Rousseff.
Embora a indicação ao STF dependa de maioria simples no plenário, o aval da presidência do Senado, hoje nas mãos de Alcolumbre, é crucial para o ritmo do processo, para a gestão política da pauta e para o controle do clima entre os parlamentares.
Se confirmada, a negociação envolvendo Messias e o Banco do Brasil promete movimentar os bastidores do Congresso e pode se tornar um dos capítulos mais relevantes da disputa por poder em 2025.